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O QUE É DUMPING SOCIAL EM SST?

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Fonte: RBA

Postado 1 year, 3 months antes às 20:50.

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CELULAR, EMAILS E STRESS NO TRABALHO

imagem: cafecomnoticias.blogspot.com.br

A legislação, que alterou a CLT, diz que o uso de celular ou e-mail para contato entre empresas e funcionários equivalem, para fins jurídicos, às ordens dadas diretamente aos empregados, e isso pode se constituir em recebimento de hora extra quando essas atividades se desenvolverem fora do expediente. Por outro lado, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), acha que o objetivo do projeto de lei do deputado Eduardo Valente, de 2004, que deu origem à mudança da CLT, era somente regular o trabalho à distância.

A questão envolve uma escalada de stress para pessoas que usam de forma obsessiva os emails e celulares. Abaixo, artigo publicado na Folha de São Paulo de hoje (03/01/2013) e que vale a pena ser lida pelos profissionais do SESMT (NR-4).

Transcrito da Folha de São Paulo, que traduziu publicação do New York Times

Nos EUA, empresas tentam reduzir uso de e-mail e celular 

Tania Mohn (New York Times)

Nesta época do ano, resoluções quanto a mudança de comportamento são comuns, mas em geral envolvem fumar menos e malhar mais. Agora, algumas empresas estão adotando normas cujo objetivo é estimular seus funcionários a reduzirem o uso de aparelhos eletrônicos.

A Atos, uma companhia internacional de informática, planeja eliminar o uso de e-mails entre seus funcionários até o final de 2013, substituindo-os pela comunicação pessoal. E a partir do ano que vem os funcionários da montadora de automóveis alemã Daimler terão as mensagens de e-mail que recebem durante as férias apagadas automaticamente, para que não recebam um dilúvio delas quando retornam. Uma mensagem temporária informará que outro funcionário está encarregado de responder às questões de trabalho do colega em férias.

Pessoa alguma deveria estar “ligada” 24 horas por dia, e “desconectar” e preservar o repouso depois do trabalho é importante, “mesmo em meio a uma viagem de negócios”, disse Sabrina Schrimpf, porta-voz da Daimler, em referência a um relatório que a empresa divulgou recentemente e no qual propõe reconciliar a vida pessoal e a vida profissional de sua equipe. A desconexão pode ser mais difícil para profissionais que viajam a negócios, enfrentam diferenças de fusos horários e trabalham jornadas longas.

E essas situações se espalham pela empresa, diz Leslie Perlow, professora de liderança na escola de administração de empresas da Universidade Harvard e autora de um livro sobre o uso exagerado de celulares inteligentes. “São pessoas que voam no meio da noite e enviam mensagens a seus colegas”, que por sua vez esperam acordados, prontos para responder.

Um estudo conduzido no segundo trimestre de 2012 pelo Pew Research Center constatou que embora os celulares inteligentes sejam vistos como forma de manter a produtividade, estar acessível o tempo todo tem seu lado negativo. Uma pesquisa de alcance nacional envolvendo 2.254 adultos nos Estados Unidos constatou que 44% dos proprietários de celulares dormem com eles na mesa de cabeceira, e que 67% tiveram a experiência de “chamadas fantasma”, a impressão de que o aparelho está tocando ou vibrando mesmo que não seja esse o caso. Mas a proporção de proprietários de celulares inteligentes que declaram poder viver sem eles subiu de 29% em 2006 a 37% na pesquisa mais recente.

Sam Chapman, presidente-executivo da Empower Public Relations, em Chicago, disse que estava acostumado a ser despertado por vibrações de chamada inexistentes, e que era comum ler e enviar e-mails em seu BlackBerry no meio da noite. Ele diz que dormia mal, não se sentia renovado pela manhã e se via como viciado. “Queria garantir que aquilo que me aconteceu não acontecesse ao meu pessoal”, disse.

Assim, ele adotou uma norma de blecaute para os BlackBerrys de sua companhia; Chapman e os 20 funcionários da companhia mantêm seus celulares de trabalho desligados das 16h às 6h, nos dias de semana, e não os ligam nos finais de semana, a não ser em raras exceções. “Quando estou bem descansado, chego para trabalhar bem disposto, trabalho com dedicação e depois, no final do dia, paro e me torno um ser humano”, ele diz.

Chapman adota o mesmo regime ao viajar, e diz que a norma aumentou a produtividade de sua empresa.

Perlow concorda em que empresas podem se tornar mais lucrativas caso encorajem os funcionários a desconectar seus aparelhos eletrônicos, de vez em quando.

“Estar conectado constantemente na verdade prejudica a produtividade”, ela diz.

Mas isso nem sempre é fácil. Quando Michelle Barry, Mark Jacobsen e um terceiro sócio criaram uma companhia chamada Centric Brand Anthropology, uma consultoria de estratégia, design e gestão de cultura de marcas, em Seattle, eles dedicaram atenção ao assunto.

“Desde o começo, uma de nossas preocupações era manter um bom equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal”, diz Jacobsen, vice-presidente e diretor de criação da Centric. “Mas encontramos muita dificuldade para manter essa atitude no trabalho com clientes multinacionais de grande porte”, que muitas vezes requerem viagens internacionais e disponibilidade constante.

E o fato de a companhia que eles criaram fosse nova também atrapalhava.

“Poder enviar um e-mail às duas da manhã não quer dizer que isso seja uma boa ideia”, ele diz.

A Centric encoraja seu pessoal a se preparar uma semana antes de cada viagem, designando um colega para substitui-los, informando os clientes da ausência, alertando que os contatos podem ser esporádicos e evitando estabelecer prazos de entrega muito próximos da data de retorno. Os funcionários também são encorajados a levar seus cônjuges ou parceiros afetivos com eles nas viagens mais longas, e a acumular folgas, diz Barry, a presidente-executiva da companhia. Ela diz que, quando viaja, “assumo o compromisso de não passar a noite acordada respondendo a e-mails”, e que dedica apenas 30 minutos a isso. Ela anota as ideias que tem fora do horário de expediente usando lápis e papel.

Os especialistas dizem que não existem dados claros quanto ao número de empresas que restringem o uso de eletrônicos por seu pessoal fora do expediente e do escritório.

“As empresas que conheço encorajam ativamente o seu pessoal a ficar conectado de noite e nos finais de semana”, diz Dennis Garritan, sócio diretor do Palmer Hill Capital, um fundo de capital privado, e professor adjunto na escola de administração de empresas de Harvard.

“Isso é visto como vantajoso para os dois lados”, ele diz. Os funcionários ficam informados quanto ao que está acontecendo e se sentem menos desinformados ao retornar ao escritório, e a empresa se beneficia porque os trabalhadores ficam mais envolvidos e são mais produtivos, mesmo fora do escritório.

Wayne Rivers, presidente do Family Business Institute, uma consultoria em Raleigh, na Carolina do Norte, diz que muitas empresas “preferem os funcionários que atendem telefonemas à uma da manhã”. Na maioria dos casos, “cabe ao trabalhador descobrir como equilibrar vida pessoal e profissional, e exercitar a disciplina necessária a evitar desgaste e esgotamento”.

Christopher Bennett, especialista sênior em transportes no Banco Mundial, que em 2012 passou cinco meses em viagens internacionais de trabalho, descobriu maneiras de enfrentar a questão.

“Há um motivo para que tenham sido apelidados de Crackberrys”, diz Bennett, que se recusou a aceitar o BlackBerry oferecido pelo seu empregador anos atrás. “O que descobri com meus colegas que usam o BlackBerry é que devido à pressão do trabalho, especialmente por lidarmos com fusos horários diferentes, eles verificam e respondem e-mails o tempo todo. Em casa. No jantar. Na academia. Nos finais de semana. Nunca se desconectam. Porque eu tenho uma personalidade obsessiva, preferi evitar isso”.

Stuart Fisher, diretor da divisão de pessoal e de combate ao estresse no trabalho do Banco Mundial, diz que embora a instituição não tenha normas oficiais de restrição ao uso de aparelhos eletrônicos fora da jornada de trabalho e que não tenha encontrado problemas por conta disso, observa a questão de um ponto de vista mais amplo, com relação ao equilíbrio saudável entre a vida pessoal e a profissional. Que os funcionários “dediquem tempo suficiente a eles mesmos” é um imperativo, ele escreveu em e-mail ao pessoal do banco.

Mas ele acrescentou que, em uma organização mundial, “acesso imediato ao pessoal tem importância crítica, não só para garantir o sucesso das diversas missões e projetos como para fins de proteção, já que nosso pessoal viaja a regiões austeras, distantes e potencialmente perigosas, nas áreas mais pobres do mundo”.

Sherry Turkle, professora de estudos sociais da ciência e tecnologia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), diz acreditar que mais empresas venham a adotar esse tipo de política. “Estou otimista, porque creio que todo mundo esteja sentindo o aperto”, ela diz. Os trabalhadores estão ocupados demais respondendo a mensagens eletrônicas para que possam participar das conversações realmente importantes e necessárias ao negócio, diz.

“Não vou usar a metáfora do vício”, diz Turkle, que também é psicóloga. “Não vamos, e nem devemos, deixar os aparelhos de lado. É mais comparável à comida, e a cuidar da dieta digital. A questão que deveríamos propor é ‘quais são as escolhas saudáveis?’”

Essa é uma questão que Daniel Donovan, um advogado de Addison, Texas, que viaja constantemente a trabalho, diz ter considerado.

“Durante o dia, me mantenho perto do telefone, obsessivamente”, diz. “Verifico e-mails constantemente, contato o escritório o tempo todo. Sou louco como todo mundo”.

“Mas quando vou dormir, desligo o celular. Quando o dia de trabalho acaba, ele realmente acaba”, diz.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Postado 1 year, 8 months antes às 12:52.

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TOP 5 NRFACIL 2012

2012

 

Ao início de 2013 apresentamos uma Revisão dos posts publicados e mais acessados em 2012, segundo estatísticas do servidor que hospeda o NRFACIL (Locaweb).  As publicações são úteis para consulta por parte dos profissionais do SESMT a qualquer tempo. Selecione o post e clique no título para acessar.

 

GESTÃO DO TEMPO EM SST

Em SST os profissionais precisam implantar um bom sistema de gestão do tempo visando o cumprimento de prazos de várias tarefas exigidas pelas NRs. Médicos, Engenheiros e Técnicos precisam trabalhar de forma articulada para dar conta de tarefas e produzir programas  e Relatórios dentro de prazos.

O QUE FAZER NO LOCAL APÓS
UM ACIDENTE DE TRABALHO?

Você já pensou o que deve ser feito depois que ocorre um acidente grave em uma fábrica ou em um grande ambiente de trabalho?  

(NR-28) COMO LIDAR COM UMA
AUDITORIA FISCAL DO TRABALHO

Depois de notificado, ou autuado, não adianta discutir opiniões pessoais. Se você tiver uma boa evidência de que adotou uma ação positiva e de acordo com os regulamentos, antes da inspeção, apresente essa evidência.

NR-4 (SESMT) e NR-5 (CIPA)
DIMENSIONAMENTO DE EQUIPES EM SST

A questão básica em todos os casos tem sido: qual o quantitativo de pessoas que devem integrar a CIPA e quais os profissionais que devem compor o SESMT de uma dada empresa? E mais, seria possível dar essas duas respostas em uma única ferramenta?

 

ANÁLISE DA PROPOSTA PARA UMA
NOVA NR-15 (INSALUBRIDADE) EM AGO 2012

Se na versão anterior o foco da NR era a caracterização do Limite de Tolerância, ou “LT”, a nova NR-15 introduz o conceito de Valores de Referência de Exposição Ocupacional, ou “VRO”. E quais as diferenças entre esses dois conceitos, o LT e o VRO?

 

A Equipe NRFACIL

Postado 1 year, 8 months antes às 15:44.

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(NRs 18, 22, 23, 29 e 34) ETAPAS PARA O USO SEGURO DE ESCADAS

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20 PASSOS PARA UMA ESCALADA SEGURA

Regras para utilização de escadas aparecem em várias NRs, particularmente as NRs 18 (Construção Civil), 22 (Mineração), 29 (Portuário) e 34 (Const e Rep Naval), que determinam onde e como montá-las. No site Safety&Health, o autor desenvolve um  foco no comportamento do trabalhador em relação a escadas, e não somente nas escadas em si, o que torna essa abordagem diferente e relevante. Veja se o trabalhador na sua empresa adota comportamentos seguros quando utiliza  escadas em  qualquer trabalho.

Acesse tambem uma Recomendação Técnica da Fundacentro que aborda de forma detalhada essa questão.

ESCALADA SEGURA

By Keith Howard, associate editor, Safety  & Health
Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros, Médico do Trabalho, Coord NRFACIL

Trabalhadores utilizam escadas acima e abaixo em alturas variáveis, todos os dias. Em alguns países, infrações a regras sobre o uso de escadas estão entre as 10 mais mencionadas em auditorias. Sindicato de Trabalhadores na Construção nos Estados Unidos avaliam que quedas de escadas são responsáveis por 16% de todos os acidentes fatais na indústria da construção e 24% dos acidentes não fatais envolvendo horas não trabalhadas.  Abaixo, 20 passos para uma escalada segura:

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1 – TREINAR

Assegurar-se de que os trabalhadores estão treinados é um aspecto importante de qualquer trabalho e o treinamento para o uso seguro de escadas no trabalho não é exceção. Muitas vezes constata-se que trabalhadores que usam escadas há anos, nem sempre seguem as melhores praticas; ou seja, não são apenas trabalhadores novos, mas acontece o mesmo com os mais experientes.

2 – SELECIONAR

Geralmente os acidentes são resultados de falta de utilização da escada correta. Importante é considerar o tipo de escada e o material com que a mesma é fabricada. Geralmente os acidentes são resultado de não se utilizar a escada correta, devendo-se dar atenção ao tipo, o tamanho e o material da escada. (Leia mais na Recomendação Técnica da Fundacentro).

3 – DETERMINAR CARGA

Essas características geralmente são fornecidas pelos fabricantes, relativamente ao peso que a escada por suportar de forma segura. Isto inclui o peso do trabalhador e o peso e qualquer material ou ferramenta que sejam carregadas para a escada, que deve ser menor que a relação fornecida.

4 – INSPECIONAR

Verificar gordura, sujeira ou outros contaminantes que possam causar deslizamento ou quedas, ao lado de pintura excessiva ou pontas metálicas, devem ser realizadas na hora da compra, na hora de recebê-la para o trabalho ou quando for colocada em serviço. Inspeção e limpeza da escada devem ser realizadas antes de serem postas em serviço, com atenção para degraus quebrados, parafusos, cintos ou outras partes de metal, dispositivos de frenagem da base; além disso, verificar etiquetas de aviso de segurança ou etiquetas ilegíveis.

5 – IDENTIFICAR PROBLEMAS

Trabalhadores que inspecionam uma escada e descobrem um defeito ou que aquela escada necessita manutenção adicional, devem identificar claramente o defeito e assegurar que ela não sera utilizada até um reparo apropriado. Se a escada for considerada inservível, certificar-se de que ela foi destruída e certificar-se de que ela não foi jogada em algum lugar que alguem vai acabar utilizando. Se o trabalhador achar que a escada não parece oferecer segurança de forma satisfatória, ele deve colocá-la fora de serviço.

6 – TRANSPORTAR COM CUIDADO

Quando carregando escadas, a parte frontal deve estar elevada, especialmente em cruzamentos, corredores ou através de portas. Se isto é muito difícil para um trabalhador, outros podem ser encarregados para carregar a escada de forma segura. Em caso de transporte em caminhão ou em vagões, a mesma deve ser colocada de forma apropriada paralelamente ao assoalho incluindo pontos de suporte acolchoado com um material leve e não abrasivo.

7 – OBSERVAR RISCOS PRÓXIMOS

Caixas, arquivos e outros itens colocados pelo caminho podem criar riscos no transporte de escadas. Certifique-se de que todos esses materiais estejam armazenados de forma segura em seus próprios locais de armazenamento a fim de evitar obstáculos. E ainda, assegure-se de que qualquer fiação próxima do caminho de transporte da escada pode significar um risco elétrico, e assim verifique se esta fiação esteja apropriadamente protegida.  

8 – SET UP DE SEGURANÇA

A base da escada somente deve ser colocada em superficies niveladas e nunca em locais instáveis ou movediços. No mínimo duas pessoas devem ser mobilizadas para elevarem uma escada. Coloque a base da escada em uma fenda ou em um canto inferior; em seguida, elevar o topo da escada. Depois, andar até ela assumir a posição vertical – e assim sera fácil escalar e se mover.

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Para prevenir deslizamento, escadas portáteis devem ser colocadas em um angulo de 75.5 graus. Isto permite a maior resistencia ao deslizamento promovendo um equilíbrio adicional ao trabalhador que vai escalá-la. O comprimento lateral de base ao topo da escada deve ser cerca de 4 vezes a distancia da base da escada para a estrutura. Se a base da escada for mais longe da estrutura, a escada poderá quebrar ou deslizar e se a base for muito próxima da estrutura, a escada poderá despencar para trás.

10 – SUBIDA E DESCIDA

Quando subir e descer escadas, o trabalhador deve ficar de frente para a escada e se segurar nas laterais. O trabalhador deve descer em cada degrau e não tentar deslizar para acelerar o processo, sempre com muito cuidado.

11 – OS 3 PONTOS

Enquanto na atividade de subida ou descida, o trabalhador deve mater 3 pontos de contato: duas mãos e um pé ou ou dois pés e uma mão em contato com a escada, presilhas ou trilhos laterais.É necessário usar sempre 3 pontos de contato durante todo o tempo e não se deve carregar nada. É preciso as mãos e pés  livres para  fazer o que eles precisam. Quando utilizando este método, você somente irá mover um de seus membros a cada vez – mesmo que isso seja rápido.

12 – A ESCADA ADEQUADA

Escadas simples e extensíveis são desenhadas para serem utilizadas de forma vertical. Algumas vezes os trabalhadores precisam manter a escada horizontalmente, para uso em estradas, estruturas, plataformas, grades e andaimes, para movimentar-se entre dois pontos. Especialistas afirmam que as escadas não foram feitas para isso, é preciso utilizar estruturas próprias para essas tarefas, não sendo apropriado utilizar-se escadas retas ou extensíveis.

13 – FONTE DE ELETRICIDADE

O material da escada é um importante fator a ser considerado, visto que se recomenda utilizar fibra de vidro para trabalhar perto de fontes de eletricidade. Escadas de metal são altamente condutivas e não é apenas o risco de choque elétrico, mas a subsequente queda da escada tem provado ser evento fatal.

14 – PROJEÇÃO LATERAL

É imprudência os trabalhadores se projetarem para os lados, para fora da escada, causando a perda de equilíbrio. Se o centro de gravidade do trabalhador for além dos trilhos laterais da escada, ele estará chamando um problema, colocando-se em risco. Ao invés disso, o trabalhador deve descer e mover a escada até onde o trabalho deve ser feito, sem tentar atingir o objetivo fora do eixo da escada. Quando escalar e trabalhar em escadas, o trabalhador deve ter em mente manter o centro da fivela do cinto de segurança entre os dois trilhos laterais da escada a fim de prevenir uma queda lateral.

15 – EXTENSÕES

Escadas são feitas para serem utilizadas sob um comprimento específico e assim, múltiplas escadas não devem ser “amarradas” para criar longas secções para dar conta de um determinado trabalho. Não se deve fazer nada além do que o fabricante determinou para aquele tipo e comprimento de escada.

16 – SUPERFÍCIES ACIMA

Quando escadas portáteis forem utilizadas para acessar uma superfície superior, as laterais da escada devem ficar cerca de 1 metro acima da referida superfície. Isto evitará o tombamento ou que a base da escada possa deslizar. Se isto não for possível, a escada deve estar firmemente apoiada em um suporte no topo e ganchos devem estar disponívels para ajudar os trabalhadores descerem.

17 – CONDIÇÕES DE TEMPO

Utilizando uma escada durante ventos fortes, tempestades ou chuva pesada, haverá risco para a escalada resultando em perda de equilíbrio ou deslizamento da escada. Ou seja, nunca utilize escadas sob condições de tempo adversas.

18 – ALTERNATIVAS

Deve-se sempre considerar alternativas antes de escalar uma escada de duas secções. Uma vez que você esteja subindo, você estará cada vez menos estável. É melhor utilizar escadas hidráulicas ou elevadores.

19 – GUARDA

Mantenha escadas longe de condições atmosféricas adversas. Evide guardar escadas perto de radiadores, fogões ou vasos sob pressão – calor excessivo ou intempéries podem causar desgaste. Para prevenir empenamento, é recomendável manter escadas na posição horizontal em suportes contra a parede. Para tornar acessível a escada a qualquer tempo, outros materiais não devem ser colocados na escada enquanto ela estiver guardada.

20 – UM DEGRAU A MAIS

Escadas são inerentemente perigosas, uma das maiores causas de acidentes por quedas. Empresas devem ser encorajadas em estabelecer regras rigorosas para o seu uso, além daquelas regras determinadas pelas NRs.

NRs E ESCADAS

Abaixo, infográficos do site NRFACIL onde o usuário pode obter maiores informações sobre como cada uma dessas NRs trata das ESCADAS como importante item de segurança. No site NRFACIL, cada NR tem a sua própria pasta com um mecanismo (REMISSIVO) que busca os assuntos de forma seletiva. Você clica no assunto e é projetado apenas o texto do item selecionado. Vamos ver em primeiro lugar, a NR 18  (PCMAT), com um capítulo mais extenso sobre o uso de escadas na construção civil. Acesse a pasta da NR-18 no site e no remissivo abra o item destacado abaixo:

nr18

Abra a pasta da NR-22 (MINERAÇÃO) e veja as regras sobre ESCADAS nessa área:

nr22

A próxima NR que trata do assunto é a NR-29 (PORTUÁRIO) relativamente às regras de acessos às embarcações:

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E finalmente, a NR-34 (CONST REP NAVAL), que estabelece regras importantes envolvendo escadas:

nr34

Os assuntos sobre ESCADAS de cada NR são extensos, de forma que não caberia expor todos esses assuntos nos limites do blog. Portanto, faça uma experiência adquirindo uma licença de acesso. Além disso, a licença permite que você instale tambem um software com todas as NRs no formato digital (ocupando pouco espaço no seu disco rígido, cerca de 10M). O aplicativo disponibiliza ferramentas para cálculo de dimensionamento de CIPA e SESMT, play list de NRs, cálculo de custo fiscal por descumprimento de NRs e uma poderosa ferramenta de busca de palavras em qualquer NR. Mas o melhor é que as NRs no sistema NRFACIL são atualizadas automaticamente, sem nenhum custo adicional ao usuário.

Prof. Samuel Gueiros, Med Trab
Coord NRFACIL

Postado 2 years, 3 months antes às 01:40.

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(NR-6 EPI) SEGURANÇA DAS MÃOS: USANDO A LUVA DE SEGURANÇA ADEQUADA

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(NR-6 EPI) SEGURANÇA DAS MÃOS: USANDO A LUVA DE SEGURANÇA ADEQUADA

jeanJean Carlos, Técnico de Segurança do Trabalho,
Consultor NRFACIL

Os ambientes de trabalho podem criar vários riscos para as mãos, seja de origem química, cortes ou queimaduras. Nenhuma luva pode simplesmente prover uma proteção adequada em qualquer situação de trabalho, portanto, é importante avaliar o risco inerente a cada tarefa, e assim selecionar uma luva que exerça uma proteção especializada. É importante salientar que alguns estudos demonstram que as empresas que compram e fornecem EPIs para os seus trabalhadores, geralmente exigem o seu uso. Entretanto, um dos pontos críticos é geralmente a falta de treinamento para o uso específico de cada EPI. Sobre o assunto, a NR-6 estabelece exigências para o fornecimento e treinamento do EPI. Veja abaixo um infográfico da NR-6 do site NRFACIL e abaixo o Anexo com a Lista de Equipamentos de Proteção Individual com destaque para os membros superiores. Em seguida, apresentamos uma Tabela com indicação de luvas para diversas atividades, traduzida do site Safety + Health. A Seleção foi desenvolvida baseada em diretrizes do Conselho Nacional de Segurança (EUA).

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Em relação à proteção de mãos, veja abaixo uma lista de luvas e a apropriada aplicação para cada uma delas:

images-14Luvas de
algodão e tecido

mantem as mãos limpas e seguras de abrasões, mas pode não ser forte suficiente para se lidar com materiais pontudos ou ásperos

pl87048-blue_economy_woven_cotton_lining_with_fully_coated_latex_coated_glove_for_men_rbctLuvas de
tecido revestidas

fornece proteção contra alguns produtos químicos de moderada concentração. Elas podem ser usadas em trabalho de laboratório visto que são suficientemente fortes para proteger contra produtos químicos específicos com que se estiver trabalhando

images-19Luvas de borracha, plástica
ou de material sintético

pode ser usada em trabalho de limpeza ou com óleos, solventes e outros químicos

images-16Luvas de Couro

usadas para solda, visto que o couro pode resistir a faíscas e calor moderado. O risco de cortes ou abrasões tambem podem ser minimizados com este tipo de luva

images-17Luvas aluminizadas

Recomendadas para soldagem, alto forno e fundições visto que elas fornecem proteção refletiva e isolamento

images-18Luvas de fibra

Luvas para uma ampla variedade de aplicações industriais. Elas são resistentes a corte e abrasão e fornece proteção para ambos, calor e frio

images-20Luvas resistentes a produtos químicos e líquidos

Vários tipos de luvas podem proteger contra produtos químicos específicos:
-luvas de borracha butílica: ácido nítrico, ácido sulfúrico, acido e peróxido hidroclorídico;

-luvas de látex ou borracha: soluções líquidas ou ácidas, álcalis, sais e cetonas;

-luvas de neoprene: fluidos hidráulicos, gasolina, álcoos e ácidos orgânicos;

Luvas de borracha nitrílica: solventes clorados

É preciso estar atento para que o simples fornecimento de EPI’s e exigência de seu uso não podem evitar acidentes se utilizados isoladamente pois, um sistema de segurança abrangente envolve não apenas o simples cumprimento de exigências legais, mas, principalmente, a existência de um ambiente seguro, e um eficiente treinamento para uso do EPI.

Jean Carlos, TST, Consultor NRFACIL

logo_nrConheça todas as NRs acessando o site NRFACIL (selecione a pasta de qualquer NR e navegue em qualquer assunto). Instale o aplicativo NRFACIL no seu computador para quando não estiver na Internet. O software é atualizado automaticamente quando você estiver na Internet novamente – o sistema é atualizado automaticamente sempre que o Ministério do Trabalho fizer qualquer alteração nas NRs.

Postado 2 years, 3 months antes às 00:10.

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(NR-26 SINALIZAÇÃO) AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES

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AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES: ABRINDO CAMINHO PARA UM PISO SEGURO

Há um novo tópico de segurança que vem crescendo de importância em diversas empresas: são os acidentes resultantes de deslizamento e queda devido a problemas de segurança no piso e corredores nos ambientes de trabalho. Trata-se de assunto que tem afetado não apenas trabalhadores mas também usuários que eventualmente possam circular nesses locais. O artigo abaixo é uma tradução da OHS on line, escrito por especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda (traduzido pelo Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL). Veja abaixo os 6 passos que Michael Fraley estabelece para um piso seguro nos ambientes de trabalho, enfatizando a questão da sinalização com placas e barreiras. No final, há um link para um post publicado na Revista NRFACIL sobre a NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA). (A NR-26 não aborda a questão de sinalização de pisos e corredores mas o artigo é bem interessante sobre aspectos da sinalização nos ambientes de trabalho).

images-11Um programa efetivo irá incluir 6 elementos,
desde treinamento ao tipo de calçado

Michael Fraley

O caminho para um piso seguro é geralmente obstruído por procedimentos e ideias que tendem a focar este tópico dentro de um programa genérico, em que a segurança do piso se torna apenas mais um componente. Este artigo irá focar na necessidade das empresas e profissionais olharem a questão do piso seguro como um tema separado de outros aspectos da segurança. Não apenas porque ele não é um problema. Pelo contrário, ele é um grande problema.

pisomolhadoPiso seguro é um problema tão importante que eu penso ele mereceria considerações próprias à parte de outros problemas críticos encarados pela empresa entre os seus principais problemas de segurança. De maneira nenhuma nós gostaríamos de minimizar a importância de qualquer outro problema de segurança, mas eu acredito que tratando cada problema de acordo com a sua própria magnitude a empresa será melhor servida e dará maior atenção a cada problema particular – vamos dizer, um por um. Assim, vamos falar sobre piso seguro e como acidentes provocados por escorregar e cair estão entre os acidentes mais comuns no local de trabalho – e não apenas para os trabalhadores, mas tambem para usuários.

downloadAUDITORIAS DE PISOS E CORREDORES

A primeira ferramenta a mencionar no combate deste problema de segurança é o uso de um processo pouco conhecido denominado auditoria de pisos e corredores. Embora ainda em seus primeiros passos, até agora sendo utilizada como uma ferramenta efetiva na identificação de possíveis riscos de deslizamento e queda dentro da um determinado ambiente de trabalho, esse procedimento vem tomando impulso em anos recentes.

Muitas pessoas acham que uma auditoria de pisos é simplesmente testar a resistencia ao deslizamento de um piso. Entretanto, muito mais está envolvido, porisso que é conhecida como uma auditoria, muito mais do que um teste de resistencia. Esta Auditoria é melhor realizada por um indivíduo ou companhia que tenha algum tipo de certificação ou treinamento em diretrizes para auditoria de pisos.

E em que consiste essa Auditoria?

Um auditor treinado irá fornecer um Relatório detalhado e por escrito que inclui um diagrama minucioso do ambiente de trabalho. O diagrama incluirá categorias de zonas e riscos, assim como o local de cada amostra de área que foi testada. O Relatório final incluirá um coeficiente de estática e fricção de cada amostra, e assim identificará áreas que apresentam risco de possível deslizamento e queda e permita a correção de áreas que necessitam atenção. Auditoria de Pisos é somente uma ferramenta que pode e deve ser utiizada em um programa de prevenção de deslizamento e queda.

Uma outra ferramenta é o próprio programa de segurança do piso. Este Programa terá um papel chave em caso de problema judicial envolvendo um acidente de deslizamento e queda. Qualquer advogado ira solicitar uma cópia do programa de manutenção e segurança de pisos. Assim, o que deverá ser incluído em um bem documentado programa de segurança de pisos?

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PASSOS PARA UM PISO SEGURO

1. AUDITORIA DE
PISOS NOS LOCAIS

Auditorias de piso ajudam a identificar riscos potenciais. Eles mostram um relatório por escrito da situações relacionadas ao piso em questão. Essas auditorias mostram se a empresa está empregando medidas proativas para a segurança do piso e que estes procedimentos estejam documentados.

2. TREINAMENTO

Dentro de um programa de segurança de piso, você deve ter algum tipo de treinamento para seus empregados, contendo itens como quando e onde devem ser colocadas placas de sinalização de áreas molhadas, como reagir e limpar derramamentos, a importância de registrar deslizamentos e quedas ou quase acidentes mesmo que nenhuma lesão tenha ocorrido, e um protocolo de procedimentos que todos os empregados devem seguir.

2. SINAIS E BARREIRAS

Há a necessidade de ter um suficiente número de sinais de segurança no piso para alertar empregados e usuários sobre qualquer risco óbvio de deslizamento e queda, como derramementos, piso molhado devido a umidade, e assim por diante. Isto significa que se o prédio tem 3 entradas, deve haver no mínimo quatro ou cinco sinais de piso molhado disponíveis, Isto irá permitir um alerta de piso molhado para cada entrada e duas extras para ser usada em evento de derramemento enquanto os outros sinais etiverem sendo utilizados

É muito importante que sinais de piso molhado nunca devem ser excluídos quando a situação não garanta que eles não sejam necessários. Frequentemente eu tenho entrado em uma área com um aviso de piso molhado mas que o sol está brilhando e não há nenhum piso molhado. Isto é uma prática ruim. Se um sinal de piso molhado é usado de forma regular sem nenhuma razão óbvia, então seus empregados e usuários irão vê-los como uma placa permanente, muito mais do que um dispositivo de precaução como deveria ser. Se o sinal está colocado quando nenhum risco é evidente, as pessoas poderão ignorá-lo quando alguém colocá-los, simplesmente porque eles aprenderam a ignorá-lo como um aviso verdadeiro de um possível perigo.

6. PRODUTOS DE
LIMPEZA

Uma outra ferramenta que deve ser usada na prevenção de deslizamento e quedas é o uso de limpadores para resistência ao deslizamento e desengordurantes. Estes produtos têm provado sua eficiência, não apenas mantendo e limpando os pisos, mas tambem por aumentar e manter um coeficiente positivo de fricção.

7. ENTRELAÇAMENTO

Materiais com um entrelaçamento apropriado (TAPETES) é muito importante na prevenção de deslizamento e quedas. Na maioria dos casos os tapetes que usamos nas entradas representam a primeira linha de defesa. Entretanto, existem muitos tipos e tamanhos diferentes que influenciam a eficiência na redução e líquidos e contaminantes. Isto deve ser considerado quando focamos um programa de segurança de piso.

8. BOTAS

Não é apenas qualquer sapato: estamos falando de botas resistentes ao deslizamento. De fato, se você não tem nenhum controle sobre qual o tipo de sapato que os seus usuários vão utilizar, você pode ter controle sobre o tipo de sapato que o seu empregado vai usar. Há alguns anos atrás muitos empregados reclamavam sobre botas resistentes ao deslizamento porque elas eram desconfortáveis e fora de moda, mas isto agora não é mais uma desculpa (veja o post anterior sobre EPIs estilosos). Atualmente esse tipo de botas são fornecidas em uma variedade de estilos e tamamnhos e são bem melhores em conforto e preço do que sapatos comuns.

images-10DOCUMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO SÃO FUNDAMENTAIS

Aí estão alguns simples passos que se você usar poderá salvar sua empresa de prejuízos com problemas judiciais relacionados a acidentes além do que estará evitando sofrimento para os seus empregados e usuários.

Entretanto, assim como qualquer esforço para reduzir acidentes e aumentar uma cultura de segurança muito vai depender da vontade de sua empresa no sentido de empregar uma abordagem proativa valorizando todos os esforços para um bem documentado programa de segurança de pisos. (Obs. Documentação é um dos itens principais em qualquer Sistema de Gestão de Segurança – nota do tradutor).

Michael Fraley é presidente da Consolidate Safety Group, Inc. Ele é Auditor certificado especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda; conheça seus sites: www.walkwaysafety.com ou www.floortesting.com

A Tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL

A SINALIZAÇÃO é assunto da NR-26 que, entretanto, não menciona a necessidade de sinalização em relação a pisos e corredores. Em artigo da Revista NRFACIL, este assunto foi ampliado com Quadros abordando a maioria dos assuntos correlatos.  Confira no link da Revista NRFACIL no final do post.  Abaixo, infográfico com a pasta da NR-26 que aborda basicamente a COR e a ROTULAGEM na segurança do trabalho

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Leia na Revista NRFACIL:

RECOMENDAÇÕES GERAIS E INSTRUÇÕES PARA SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

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UM FELIZ DIA DO TRABALHO A TODOS OS NOSSOS USUÁRIOS E LEITORES

Postado 2 years, 4 months antes às 15:10.

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(NRs 5 e 9) MANUTENÇÃO EM SST: O ACIDENTE NA ANTÁRTIDA

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ACIDENTES E MANUTENÇÃO

Este post revisa alguns grandes acidentes ocorridos recentemente, inclusive o da Estação brasileira na Antártida, considerando dois elementos comuns e essenciais: falta de manutenção e incêndio, ou seja, um tratamento insuficiente dos riscos previsto basicamente nas NRs 5 e 9.

Em seguida, apresentamos aos leitores uma tradução de Artigo da Agência Européia em SST (AESST) sobre aspectos práticos a respeito de Manutenção em SST (imagem: band.com.br)

nova-imagem-91MANUTENÇÃO EM SST

De acordo com parâmetros internacionais, MANUTENÇÃO pode ser definida como a “combinação de todas as ações técnicas, administrativas e de gerenciamento durante um ciclo de vida de algum item, direcionado para mantê-lo ou restaurá-lo para um estado no qual ele possa realizar a função requerida”. Esses itens podem ser ambientes de trabalho, equipamento de trabalho ou meios de transporte.

Manutenção é um termo genérico para uma variedade de atividades em todos os setores e em todos os tipos de ambientes de trabalho. Isto inclui atividades como inspeção, testagem, medidas, ajustes, reparos, deteção de falhas, reposição de partes, revisão, lubrificação e limpeza.

Atividades de manutenção recebem pouca atenção e poucos estudos em prevenção são efetivamente dedicados a essas atividades. Segundo um Estudo da Agência Européia para SST, todas as investigações de acidentes deveriam começar por avaliar a política de manutenção da empresa.

A Manutenção é uma atividade crítica para assegurar produtividade contínua e assim gerar bens e serviços de alta qualidade e sobretudo para manter as companhias competitivas. Existem vários exemplos de acidentes, como os mencionados aqui, em que a ausência ou manutenção inadequada pode levar a situações de alto risco, acidentes e problemas de saúde, e mesmo, de acidentes maiores.

Segundo a AESST, a própria atividade de manutenção não é considerada apenas um setor, mas uma atividade de alto risco, desenvolvida em todos os setores e em todos os ambientes de trabalho.

Além da importância da Manutenção como atividade essencial de prevenção, estatísticas apontam que mesmo assim, 10 a 15 % de acidentes fatais e 15 a 20% de todos os acidentes estão associados a manutenção. Portanto, mesmo prevenindo riscos, a Manutenção é também uma atividade de alto risco.

tipos-de-falhas-em-manutencaoACIDENTES DEVIDOS A FALHAS DE MANUTENÇÃO

O acidente da Estação Antártida Comandante Ferraz pegou fogo destruindo 70% das instalações. Dois militares morreram durante o incêndio, tentando debelar as chamas sem EPI adequado e sem consiguirem instalar dispositivos de bombeamento de água para combate do fogo. O número de pessoas na estação era de 60 no total, quando o número máximo deveria ser 40. O aumento e confinamento de pessoal sem dúvida aumentava o nível de stress. Utilizando o aplicativo NRFACIL encontramos o CNAE da Estação como sendo 7210-0 (Pesquisa e Desenvolvimento experimental em ciências físicas e naturais, Grau de Risco 2). Utilizando as ferramentas de dimensionamento das NRs 4 e 5, havia necessidade de 1 CIPA com 2 representantes, mesmo não sendo necessária a presença de um Técnico de Segurança.

(imagem: manutencaoesuprimentos.com.br)

Há seis anos, em 2006, o almirante Antonio Cesar Sepulveda alertou, em artigo, para graves problemas na Base Comandante Ferraz, na Antártida. Culpou instalações corroídas pela ferrugem, falta de prevenção contra incêndio e de manutenção dos tanques de reabastecimento, tudo funcionando “na base do jeitinho”, além de laboratórios e alojamento precários. De acordo com as informações obtidas do acidente, a reconstrução da Estação Comandante Ferraz demorará, pelo menos, dois anos, sendo a logística muito difícil. Como um indicador do descaso com a gestão de riscos, no último mês de dezembro uma embarcação rebocada pela Marinha brasileira afundou no mar antártico, carregando 10 mil litros de óleo combustível. A embarcação estava estacionada a 900 metros da praia onde fica a estação incendiada no último sábado, e até hoje não foi resgatada.

images-11O ACIDENTE DA PLATAFORMA BP

Outro acidente devido a falhas graves de manutenção foi o da Plataforma de Petróleo do Golfo do Mexico, ocorrido em abril de 2010, que matou 11 trabalhadores e provocou um vazamento de petróleo com alcance devastador para o meio ambiente da região, tendo sido controlado somente em Julho. Veja artigo neste blog sobre o assunto.

Auditorias revelaram que um dos principais problemas era a precariedade da manutenção. Foi constatado que haviam 390 reparos pendentes, incluindo vários considerados de alta prioridade e que iriam requerer mais de 3.500 horas de trabalho. Observaram-se equipamentos de segurança com data de inspeção vencida, os registros de manutenção eram defasados com ausência de informações e qualidade pobre de relatórios que deixavam de registrar detalhes suficientes para convencer o leitor que a tarefa teria sido cumprida de acordo com o procedimento previsto.

images-2O ACIDENTE DA PLATAFORMA DA PETROBRÁS

Em fevereiro de 2011, Fiscais do Ministério do Trabalho interditaram uma plataforma da Petrobras, que já havia parado um mês antes, após um incêndio sem vítimas.

Entre os problemas encontrados pelo fiscais, destacam-se a precariedade do sistema de combate a incêndio, falta de iluminação de emergência, insuficiência do ar condicionado, falta de inspeções nos separadores atingidos pelo incêndio e falta de barreiras de contenção nas áreas do incêndio. Este assunto foi tema de um post neste blog.

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ASPECTOS PRÁTICOS DE MANUTENÇÃO EM SST
traduzido de um Relatório da Agência Européia para SST

Além dos riscos associados em qualquer ambiente de trabalho, operações de manutenção envolvem alguns riscos específicos.

O principal é trabalhar ao lado de outros processos em andamento e em estreito contato com máquinas e equipamentos. Durante uma operação normal, a automação tipicamente diminui a probabilidade de erro humano que possa levar a acidentes. Em atividades de manutenção, ao contrário da operação normal, o contato direto entre o trabalhador e a máquina não pode ser reduzido de forma significativa – manutenção é uma atividade onde trabalhadores precisam estar em íntimo contato com processos.

A Manutenção geralmente envolve trabalho não usual e tarefas fora da rotina e desenvolvidas em condições excepcionais, como o trabalho em espaços confinados.

Operações de manutenção de forma típica incluem ambos, montagem e desmontagem, geralmente envolvendo maquinário complicado. Isto pode estar associado a um grande risco de erro humano, aumentando o risco de acidente. Manutenção envolve tarefas em constante mudança, em um ambiente de trabalho ativo. Isto é especialmente verdadeiro no caso de trabalhadores contratados. Subcontratação é um fator agravante em termos de segurança e saúde – numerosos acidentes e incidentes estão relacionados a manutenção subcontratada.

Trabalhar sob pressão do tempo é outro aspecto típico de operações de manutenção, especialmente quando é preciso parar produção ou reparos de alta prioridade estão envolvidos. Parece óbvio que atenção ao gerenciamento de riscos associados ao trabalho de manutenção é muito importante para a prevenção de agravos à segurança e saúde dos trabalhadores.

Uma das melhores maneiras de prevenir e controlar riscos ocupacionais relativos à manutenção é antecipá-los antes de desenhar os processos de construção e de estruturas, ambientes de trabalho, materiais e a planta de maquinário bem como o equipamento. (tarefas previstas na NR-9).

Como a Manutenção implica em uma variedade de atividades ela não está restrita a uma única ocupação. O tipo de manutenção depende do setor em que a manutenção está sendo desenvolvida. Assim, os riscos a que os trabalhadores de manutenção estão expostos pode ser tambem muito diferente, dependendo da tarefa e do setor onde se está trabalhando. Alguns exemplos abaixo:

MANUTENÇÃO, RISCOS E CONSEQUÊNCIAS

RISCOS

ATIVIDADES E CONSEQUÊNCIAS


RUÍDO

Manutenção em rodovias, ferrovias, túneis, pontes, metalurgia, fabricação de carros e aviões, etc., ocasionando perda auditiva, dificuldade de concentração, distúrbios de sono, úlceras e hipertensão;

VIBRAÇÕES

Manutenção em ambientes com excessiva ou vibração contínua. As vibrações localizadas são transmitidas aos membros superiores (e menos comumente aos membros inferiores) através, principalmente, do uso de ferramentas manuais, portáteis ou não, tais como motoserras, furadeiras, serras, politrizes, britadeiras e martelos pneumáticos.

Por seu turno, as vibrações de corpo inteiro são características em plataformas industriais, veículos pesados, tratores, retroescavadeiras e até mesmo no trabalho em embarcações marítimas e fluviais e trens;

Os sintomas iniciais da síndrome da vibração de mãos e braços incluem: branqueamento local, em um ou mais dedos de quaisquer ou ambas as mãos expostas à vibração, dor, paralisia, formigamento, perda da coordenação, falta de delicadeza e inabilidade para realizar tarefas intrincadas;

DESCONFORTO
E SITUAÇÕES
EXTREMAS

Manutenção em ambientes sob temperatura excessiva, umidade, ventilação insuficiente ou exposição a radiação ou fontes radiantes de calor;

QUÍMICOS

Manutenção de prédios, piscinas, rodovias, trabalhos de infraestrutura ou instalações industriais que utilizam substâncias químicas podem liberar susbtâncias químicas, além de asbestos em atividades de demolição e indústria naval.


BIOLÓGICOS

Atividades de manutenção em máquinas e equipamentos ligados à produção de alimentos, agricultura, cuidados de saúde, tratamento de resíduos; o risco aumenta quando os EPIs não são utilizados;

ERGONÔMICOS

Atividades de manutenção envolve algumas vezes elevação e transporte de cargas, movimentos repetitivos, esforço estático; alguns componentes podem ser de difícil acesso além de espaços reduzidos para movimentar o corpo e as ferramentas; pisos podem ser escorregadios, cabos podem atrapalhar a movimentação; alguns trabalhos são feitos sob desníveis, trabalho de joelhos ou apoiados nos braços, sem mecanismos de suspensão;


PSICOSSOCIAIS

Manutenção sob pressão do tempo, dificuldades de comunicação, trabalhar sozinho ou isolado, horário irregular de trabalho, turnos alternantes, trabalhos noturnos, conhecimento insuficiente ou falta de treinamento;

ACIDENTES

10-15% de acidentes fatais no trabalho e 15-20% de todos os acidentes estão associados à MANUTENÇÃO.

Fonte: Agência Européia para SST

CONCLUSÕES

Recentes acidentes maiores, como os da Estação brasileira da Antártida, demonstraram que o fator comum tem sido sempre a falta de manutenção ou manutenção inadequada. Com isso, há um superaquecimento dos dispositivos, máquinas, equipamentos e dos ambientes de trabalho. O resultado é invariavelmente a eclosão de incêndios de grandes proporções difíceis de conter, visto que os próprios equipamentos para combate a incêndios estão defasados, sem manutenção ou inoperantes. Instala-se o pânico, refratário a qualquer treinamento prévio e que afeta mesmo o mais especializado dos profissionais. Perdem-se vidas, muitas vezes de trabalhadores altamente qualificados.

Essas falhas tem sido comprovadas nas auditorias independentes e por ocasião de auditorias fiscais. E aí, quando ocorre o acidente, há uma tendência a se minimizar as falhas de manutenção atribuindo “fatalidade” ou “erro humano” como a causa do acidente. E isso voltou a se repetir no acidente da Antártida em que os próprios familiares dos trabalhadores mortos atribuem o acidente à fatalidade, visto que os profissionais eram altamente capacitados. Mas nenhuma capacitação supera um ambiente de trabalho com dispositivos obsoletos ou sem adequada manutenção.

Os profissionais de SST devem estar atentos à questão da manutenção como um dos itens prioritários na Gestão de Riscos, principalmente os equipamentos e procedimentos de combate a incêndios.

Ressalte-se que a palavra MANUTENÇÃO aparece em cerca 70% de todas as NRs, demonstrando o caráter prioritário dessa atividade na prevenção de doenças e acidentes nos ambientes de trabalho. A NR-6 já prevê medidas de manutenção dos EPIs. A NR-5 está toda calcada em cima da prevenção. E na NR-9 estão estabelecidos os mecanismos de antecipação, reconhecimento e controle de riscos.

Uma das NRs que mais fala de manutenção (cerca de 20 ocorrências em uma busca por palavras) é a NR-12 (MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS), veja no infográfico abaixo um exemplo de ocorrência da palavra MANUTENÇÃO na NR-12 em destaque:

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Edição, compilação e tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL

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Conheça o software NRFACIL, que inclui, entre outras, uma ferramenta inédita: a busca de palavras dentro da NR ou em todas as NRs. Outras ferramentas do software: dimensionamento automático de CIPA e SESMT, play list de NRs, cálculo de infrações e um mecanismo automático para atualização de NRs, com o download dos arquivos do site.

Postado 2 years, 6 months antes às 00:18.

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