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NRs 6, 12 e 17: CHECK LIST DE SEGURANÇA PARA MÃOS

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ohsonline.com/articles/2010/08/01/foundations-of-hand-protection.aspx
Tradução livre para o Blog NRFACIL – Prof. Samuel Gueiros, Med Trab

Após a leitura da tradução abaixo, recomendamos revisar as NR-6, NR-12 e NR-17 que tratam da proteção e adaptação ao trabalho, bem como da proteção de máquinas. É importante salientar que o uso do EPI deve ser utilizado somente quando as medidas de proteção coletiva tiverem sido esgotadas. Cabe ao SESMT (NR-4) e a CIPA (NR-5) especificamente a orientação nesse processo. Quanto à NR-12 há uma ênfase nos cuidados para a proteção de partes móveis, correias e transmissões das máquinas. É obrigatório observar a recolocação dos dispositivos de segurança que são retirados durante a manutenção. A não reposição desses dispositivos constitue um dos riscos mais comuns no binômio máquina x mãos. Interessa tambem conhecer a NR-17 e obter noções sobre Análise Ergonômica. Conheça a versão digital das NRs no site www.nrfacil.com.br e no software NRFACIL.

FUNDAMENTOS PARA A PROTEÇÃO DAS MÃOS

Da próxima vez que alguem em seu departamento sofrer uma lesao destrutiva na mão, avise todos os supervisores da situação da lesão e os custos associados.

Linda J. Sherrard
Aug 01, 2010
MS, CSP, é Diretora de Segurança do Departamento de Justiça (North Carolina) e ex-diretora da Revista Segurança e Saúde no Trabalho nos Estados Unidos.

maosceitoneletricblogspotcomMÁOS E MÁQUINAS

Encare os fatos: todas as indústrias tem acidentes com lesão de mãos e dedos. Desde as máquinas pesadas da indústria de panificação até o trabalho em escritórios comuns, uma revisão na sua estatística anual vai revelar acidentes com as mãos.

Tente trabalhar esse problema adotando uma postura de que voce vai reduzir tanto o número quanto a severidade desses acidentes.

Eu acredito firmemente no exercicio de medidas de segurança de forma contínua, em qualquer ambiente de trabalho e tenho certeza de que isso pode ser conseguido. Muitos profissionais acreditam em acidente zero desde o primeiro dia (um objetivo excepcional). Qualquer que seja o resultado compensará o esforço e o tempo.

ACIDENTES COM MÃOS

Esses acidentes são geralmente preveníveis com algum planejamento, treinamento e uma boa supervisão. Você está preparado para um desafio?

AVALIAÇÃO

Você e seus supervisores sabem quais as áreas da empresa onde ocorrem os mais graves acidentes com as mãos. Amputações podem ocorrer em acidentes com equipamentos que não foram protegidos corretamente. Áreas de engates são zonas perigosas. Todas as tragédias clássicas no trabalho quando mãos e dedos estão envolvidas acabam em uma máquina. A máquina sempre vence. Seria possível evitar as lesões? Absolutamente.  Entretanto, décadas depois, nós ainda estamos tendo o mesmo tipo de lesões. O que deu errado?

Falha no acompanhamento dos problemas, em sua grande maioria, talvez. Após uma lesão como uma mão amassada, todos os papéis são preenchidos, o empregado recebe assistência médica., etc. O acidente é amplamente discutido, revisado por uma comissão de segurança, e recomendações gerais e específicas são feitas. Tudo isso vai ficando para trás…. até o próximo acidente!

j0432599PRIMEIRAS PROVIDÊNCIAS

Inclua esses itens abaixo na próxima vez que alguem sofrer de uma lesão destrutiva das mãos:

  • Alerte a todos os supervisores a cada reunião (da CIPA) sobre como está a situação daquele acidente e os custos associados a ele. Assegure-se de que cada supervisor ou gerente revise todos os documentos de cada lesão de mão regularmente para refrescar suas mentes. Oriente todos os empregados sobre o acidente específico e como preveni-lo para não acontecer de novo.
  • Implemente políticas efetivas do uso de proteções, luvas e outros EPIs, o uso apropriado dos equipamentos e o que for preciso. Muito mais importante são as diretrizes divulgadas através dos empregados e dos supervisores no caso de algum empregado que não estiver utilizando esses equipamentos.
  • Falhas no cumprimento de políticas ou de outras medidas de proteção acabam causando mais lesões. Implemente um acompanhamento com qualquer empregado que se recusa (não importa porque) até a sua demissão. Para algumas irregularidades em que alguem seja lesionado (como por exemplo, remoção de equipamentos de proteção da máquina) imediata demissão deverá ser necessária. Difícil? Eu discordo. Isso será necessário para proteger outros empregados.

AVALIAÇÃO ERGONOMICA

foto_ergonomia-sigarqbr

Qualquer que seja o trabalho, seja em um ambiente de escritório ou em uma madeireira, a ergonomia afeta cada empregado. Elabore uma avaliação ergonômica e realize as mudanças necessárias. Trata-se de um campo específico e assim você deve contratar um técnico experiente para efetivar as mudanças necessárias que irão ajudar os empregados.

primeiros-socorrosenfermagememfococomEPI E PRIMEIROS SOCORROS

Tenha as ferramentas necessárias para a proteção de mãos. Se o ambiente de trabalho resseca a pele dos trabalhadores, como o uso de solventes, providencie cremes de proteção, misturadores, etc. Forneça luvas apropriadas e ferramentas para trabalho manual em tamanhos apropriados para todos os trabalhadores.

Tenha um Programa de Primeiros Socorros que realmente funcione. Organize o seu kit de primeiros socorros bem atento para itens apropriados para lesões de mãos de dedos. Primeiros socorros são para ajudar na recuperação e não torná-la lenta.

Pense um pouco mais à frente. Estariam os seus empregados devidamente alertados sobre quais os tipos de lesões para as mãos e dedos que podem acontecer na sua área de trabalho? Há um grupo de trabalhadores que geralmente são omitidos, que são os de escritórios; muitos deles irão apresentar pequenas lesões, de forma repetida que causa perda de tempo e pequenas despesas médicas. Assegure-se que o ambiente de trabalho está ajustado de forma apropriada e tenha as necessárias ferramentas para que as tarefas sejam cumpridas na hora certa. Enfatize o uso apropriado de roupas limitando aneis e adereços e orientar quanto ao tamanho das unhas.

Oriente todos os empregados sobre o seu ambiente e riscos de trabalho. Não apenas uma vez, mas regularmente. Isto deve manter a mensagem viva e vale a pena empregar este tempo. Posters, videos e aulas sempre funcionam. Dialogos Diários de Segurança tambem funcionam bem. Você conhece seu ambiente de trabalho; use o quer irá funcionar e vá em frente.


ohsimagemCHECK LIST DA OHS (Occupational Health & Safety -
Segurança e Saúde Ocupacional)

Lembre-se de que nenhum check list substitue um programa de segurança abrangente. Use esse check list (abaixo) como uma ferramenta adicional quando tiver que avaliar conformidade e consistência.

PROGRAMA DE PROTEÇÃO DE MÃOS – OHS 2010
O check list abaixo poderá ajudar no seu Programa de Avaliação. Assinale SIM (S) ou NÃO (N)

O seu ambiente de trabalho foi avaliado de forma ampla por um profissional de segurança para a identificação de riscos potenciais de equipamentos e processos que poderia resultar em lesões em mãos e dedos para os trabalhadores?

Foi desenvolvida uma avaliação em profundidade dos acidentes registrados? Este procedimento ajudará em focar em tendencias, em equipamentos ou processos ou ainda em mudanças onde mais lesões poderiam ocorrer?

Foram os gerentes de departamento incluidos na análise dos acidentes e assim eles poderiam ser “responsáveis” pelas lesões e os custos associados?

Teriam sido os novos equipamentos e processos avaliados antes de sua implementação para assegurar que fosse evitada a geração de novos riscos relacionados à atividade produtiva?

Teriam as análises de tendência incluidos diversos anos (série histórica) e considerados fatores sazonais ou o uso de alguma máquina especial não utilizada de forma rotineira?

Foram feitos Relatórios para incidentes onde não ocorreram lesões que não foram documentadas mas poderiam ter ocorrido?

Foram discutidas na CIPA as lesões ou quase incidentes relacionados à mão? Medidas corretivas foram implementadas?

Foram avaliados riscos que apresentam, usualmente e tambem de forma não rotineira, potencial de riscos para uma eliminação definitiva? Inclua serviços de manutenção ou métodos e processos alternativos se uma peça ou equipamento estiver com defeito.

Cada máquina ou processo foi revisado com relação aos dispositivos de proteção?

Seria a inspeção uma medida de rotina de qualquer programa de inspeção?

Como parte de um avaliação, cada máquina ou processo foi revisado com relação aos dispositivos de proteção?

As necessidades de EPI foram determinadas de acordo com o tamanho adequado para todos os empregados?

As ferramentas manuais sofreram reposição quando elas se tornaram gastas ou danificadas? Existe algum processo de seleção ou reposição?

Seu kit de primeiros socorros inclue recursos para lesões em mãos e dedos? Os responsáveis pelos primeiros socorros sabem como atender um acidente com amputação e como tratar esses casos antes que a atenção médica seja dispensada?

Os riscos que possam ocorrer em todos os processos, turnos ou equipamentos foram avaliados?

Os trabalhos em áreas remotas ou isoladas foram efetivamente avaliadas para proteger todos os empregados ou qualquer pessoa na área? Existe um sistema de comunicação em caso de uma lesão séria (como uma amputação)?

Foram documentados pelos supervisores qualquer reclamação, relatório ou comentários de empregados sobre equipamentos e processos que incluam potencial de risco para as mãos?

Os locais de trabalho foram todos submetidos a uma avaliação ergonômica? Alguma recomendação sobre um novo equipamento ou ferramentas de mão foi posta em prática?

Existe alguma recomendação sobre uso de adereços para empregados que operam máquinas? Eles estariam cientes dos riscos em usar anéis, pulseiras, etc., e o dano potencial caso alguma máquina venha a capturar esses objetos?

Existe na empresa alguma recomendação sobre as unhas dos trabalhadores utilizando máquinas? Esta recomendação é muito importante em processos que dissipam calor, onde unhas aritificiais ou outros materiais podem ser capturados ou derretidos.

Se luvas estão sendo utilizadas, existe um metodo de seleção correta e existe um inventários de manutenção de dimensões dos EPIs para todos os empregados? Os empregados recebem treinamento para uso e guarda do EPI?

Os empregados foram orientados sobre uso e guarda de luvas? Se um item de EPI deve ser reutilzado (como por exemplo, luvas utilizadas no preparo de alimentos), foram adotadas medidas de saúde de forma consistente?

Foram os equipamentos e ferramentas de mão bem como as condições de trabalho inspecionadas regularmente para um uso adequado, reposição e sinais de uso intensivo (degaste)?

Inserções anteriores do Blog sobre o assunto:


Trabalho Transicional - Retornando ao trabalho após um acidente

Roteiro para uma investigação de Acidente de Trabalho

Roteiro para uma investigação de Acidente de Trabalho - 2

Diálogos Críticos em Segurança

Recomendamos ainda:

Formulário de Análise Ergonômica do Trabalho

Créditos: passe o mouse na imagem

Postado 3 weeks, 3 days antes às 18:10.

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ALARME ESTAVA DESLIGADO NO ACIDENTE DA BP

vazamentobp2

QUEM PODE MONITORAR O ECOSSISTEMA GLOBAL
(infográfico acima publicado no NYTimes; observe as manchas escuras e cinzas, avançando do mar sobre o as praias e o litoral dos Estados, em uma área provavelmente quase igual à da Amazônia, desde a fonte de vazamento - trad de source of leaking oil)

Os fatos envolvendo o acidente da Plataforma de petróleo da BP,  no Golfo do México, nos remetem, embora paradoxalmente, à questão de internacionalização da Amazônia. Os países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos e Inglaterra, alegam incompetência dos brasileiros na gestão de um meio ambiente tão complexo como a nossa floresta, sendo o principal problema o desmatamento.

Entretanto, diante deste acidente, que liberou milhões de litros de petróleo e que provocou, além de acidentes de trabalho fatais, danos irreversíveis ao meio ambiente em diversos Estados americanos, é de se perguntar se esses países desenvolvidos tem mesmo competência para preservar e monitorar o seu próprio meio ambiente.

Um dos aspectos mais importantes deste acidente foi a incapacidade de conter o vazamento de óleo no oceano, mais ou menos como se alega que os brasileiros não conseguem conter o desmatamento da Amazônia. Sem contenção, o óleo do poço foi invadindo o território americano e acabou causando prejuízos muito maiores ao meio ambiente do que 50 anos de desmatamento da amazônia. A empresa (British Petroleum) é da Inglaterra e o meio ambiente que sofreu o maior dano é dos Estados Unidos. Seria interessante que os americanos e ingleses agora calassem a boca sobre a Amazônia e mandassem as ONGs ambientais que estão fuçando por aqui irem lá para o Golfo do Mexico e Estados Unidos. Ainda não tivemos informações se o Greenpeace, que é financiado por multinacionais como a BP,  tinha aparecido por lá, antes do acidente.
É hora de avaliar quem quer na verdade preservar ou apropriar-se do Meio Ambiente global.

UM DIRETÓRIO COMPLETO DE IRREGULARIDADES DE PRIMEIRO MUNDO

O artigo abaixo, relativo a um dos mais complexos acidentes industriais maiores (Convenção 174-OIT), provocando fatalidades e graves repercussões ao meio ambiente, foi publicado na página central do jornal The New York Times, edição de 24/07/2010. O artigo vai mostrando as infrações a praticamente todas as diretrizes da Convenção 174.

plataformabpO alarme de emergencia da Plataforma da BP não foi totalmente ativada no dia do acidente que causou incêndio e explosão, matando 11 trabalhadores e liberando um vazamento maciço de óleo no Golfo do Mexico, de acordo com uma auditoria. (O acidente afetou tambem o litoral de vários Estados americanos).


UM DIÁLOGO CRÍTICO DE SEGURANÇA

Um trabalhador chefe da equipe técnica do equipamento afirmou que o alarme de segurança estava geralmente configurado para “travado” para evitar que a tripulação da plataforma fosse despertada durante a madrugada com sirenes e luzes de emergência. Eles não queriam que o pessoal acordasse as 3 da manhã por causa de falsos alarmes. Assim, o alarme não soou durante a emergencia, deixando que os trabalhadores recebessem informações apenas através do sistema de alto falantes.

Nota do Blog: na Europa e Estados Unidos é muito comum os alarmes soarem para treinamento de segurança e evacuação de ambientes, sem que esteja ocorrendo de fato um acidente; esses alarmes as vezes são acionados durante a madrugada e quando os trabalhadores e usuários percebem que era apenas um exercício, ficam contrariados; tudo indica que para evitar esse incômodo, o alarme estava travado, que não soou, mas para piorar, o que ocorreu era mesmo um grave acidente. Este fato nos remete a uma das inserções anteriores deste blog sobre “Diálogos Críticos em Segurança” que falava sobre falhas no procedimento de segurança “para o bem estar da equipe” ou “para não incomodar os chefes” – releia aquela inserção e compare com a atual.

Enquanto não se sabe o que poderia ter salvo os trabalhadores que morreram no desastre, a ausência de um funcionamento correto e total do alarme dificultou os esforços para uma evacuação segura da plataforma.


A empresa que alugou o equipamento para a BP disse que os trabalhadores tinham permissão para configurar o alarme de forma a que não soasse desnecessáriamente quando se sabia que centenas de outros alarmes locais poderiam ser ativados para um incidente ou quase-acidente ou a uma não emergência mesmo.


“Isto não foi um descuido da segurança ou feito como um procedimento de conveniência”, disse a companhia responsável pelo equipamento. A empresa tambem destacou que havia sido feita uma auditoria independente do equipamento no início de abril no qual os inspetores testando o sistema de detecção de incêncio não encontraram detectores travados.


falhaestruturalFALHAS ESTRUTURAIS

Uma equipe de 6 membros está investigando o desastre que liberou um dos maiores vazamentos de oleo na história dos Estados Unidos.


Ouvidos esta semana, membros da equipe descreveram a ocorrência de repetidas falhas nas semanas anteriores ao desastre, incluindo falhas no fornecimento de energia, computadores fora do ar e vazamentos em equipamentos de emergência.


A história de erros mecânicos foi documentada em uma auditoria confidencial conduzida pela BP sete meses antes da explosão. De acordo com um documento de setembro de 2009, quatro oficiais da BP descobriram que a empresa proprietária do equipamento de segurança (alarme) havia deixado 390 reparos pendentes, incluindo vários considerados de alta prioridade e que iriam requerer mais de 3.500 horas de trabalho para os reparos. Não ficou claro quantos desses problemas permaneceram até o dia da catástrofe.


A Auditoria encontrou que Relatórios de erros foram ignorados pela empresa mantenedora do equipamento. “Consequentemente, um número de recomendações que a empresa havia indicado como resolvido, havia se deteriorado de novo ou não havia sido corretamente corrigido quando foi diagnosticado”, escreveram os investigadores.

j0431585FALHAS EM RESPEITAR AUDITORIAS

Em uma declaração, a BP disse que havia uma expectativa de que a empresa de manutenção levasse a auditoria a sério. O objetivo era que a empresa de manutenção tivesse abordado todos os itens críticos de segurança de uma maneira rápida. Como foi dito previamente, o acidente da plataforma tinha multiplas causas potenciais, incluindo falha de equipamento.


Durante uma Audiência, testemunhas disseram que erros e improvisos tiveram um papel na composição dos problemas do equipamento.

Um Engeheiro especialista disse aos investigadores que os membros da equipe tinham feito de forma incorreta um teste crítico de emergência do equipamento e não detectaram um pequeno vazamento de gás aproximadamente uma hora antes da explosão.

Um Engenheiro de petróleo e professor universitário disse aos investigadores que os dados do equipamento mostraram que os membros da equipe falharam em corrigir um teste de pressão no poço.

“Afinal, a realidade não é um teste”, disse o engenheiro, após rever os registros de ações da equipe. Durante meses, sobreviventes e a empresa de manutenção  haviam assegurado que o teste de pressão do poço tinha sido conduzido de forma apropriada.

O Engenheiro adicionou novos detalhes sobre o equipamento testemunhando que um outro oficial da empresa mantenedora havia configurado um sistema crítico para remover gas do poço para a função “modo de bypass”. Quando o Engenheiro questionou aquela decisão, o oficial da manutenção falou que ele havia sofrido uma reprimenda. “E o pior é que a coisa estava em bypass por cinco anos – melhor dizendo, a plataforma inteira rodava em bypass”, disse ele.

Os problemas existiam desde o início de funcionamento do poço, disse o Engenheiro. Por diversos meses, o sistema de computadores estava desligado, produzindo o que os membros da equipe chamavam “a tela azul da morte”.

Reposição de hardware (sistemas de informação e computadores) tinha sido requerido mas não foi instalado na época do desastre.

cadeiaerrosPRESSÃO FINANCEIRA E NEGLIGÊNCIA EM CADEIA

Nas semanas finais de perfuração, supervisores estavam sob intensa pressão financeira para completar o poço doente, disseram várias testemunhas. A BP estava 43 dias atrás do cronograma quando o poço explodiu, custando à empresa cerca de 1 milhão de dólares por dia.

Das ordens de segurança determinadas à empresa mantenedora, algumas foram simplesmente rejeitadas, sem que nenhuma redução do risco fosse demonstrada.

Observaram-se condições inseguras de trabalho incluindo uma fina película de lama do poço supostamente de equipamentos impermeáveis que vazavam e equipamentos de segurança com data de inspeção vencida. Os registros de manutenção eram defasados com ausência de informações e qualidade pobre de relatórios que deixavam de registrar detalhes suficientes para convencer o leitor que a tarefa teria sido cumprida de acordo com o procedimento previsto.

Finalmente, um mês antes do acidente uma auditoria da “cultura de segurança” da plataforma de uma seguradora encontrou alguns trabalhadores apavorados sobre práticas de segurança e assustados com represálias se eles registrassem os erros.

Tradução livre: Samuel Gueiros, Med Trab Coord NRFACIL

Nota do Blog: o artigo acima é um cardápio completo de irregularidades encontradas em auditorias de segurança; para o nosso leitor que já é experiente ou para aquele que está iniciando na área de segurança, os fatos relatados neste Relatório inclui praticamente a maioria das situações críticas em segurança. É uma aula completa.

E assim como lá nos Estados Unidos, aqui no Brasil, auditorias são realizadas, inclusive pelos auditores do Ministério do Trabalho, mas os erros se repetem e a impunidade sem dúvida é a mãe de todos os erros de segurança.

E ainda tem empresas que estão reclamando do FAP, talvez uma única esperança de que o onus fiscal dos acidentes possa reverter os agravos crescentes à saúde e segurança dos trabalhadores, que é quem acabam sempre pagando por esses erros. E assim como em todos os acidentes de trabalho e que neste caso reverteu gravemente para o meio ambiente, este da BP mostra que o prejuizo financeiro do acidente é sempre maior do que o investimento em segurança.

Postado 1 month antes às 19:24.

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COMENTÁRIOS AO BLOG - A NOVA NR-12

COMENTÁRIOS AO POST SOBRE A NOVA NR-12
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Em uma inserção do Blog foram feitos comentários e críticas à nova NR-12 sobre Máquinas e Equipamentos. Consulte o post sobre  o assunto clicando no calendário do blog, à esquerda desta página, na data de 01/09.  Selecionamos e transcrevemos alguns comentários enviados (já publicados no próprio post). Os pontos principais mais comentados foram sobre os “clones” das NRs, a abrangência da norma, o excesso de regulamentos e a comparação com os regulamentos da OIT.

COMENTÁRIO 1:  claubee@gmail.com (enviado em 06/11):

Concordo em partes! as questões de clones e sombreamentos nas várias NR´s concordo plenamente. Agora no que tange ao comentário final sobre a especificidade da norma devo discordar vigorosamente! As normas OIT, com aquele discurso de não invadir a soberania dos Estados nacionais membros.

Normas OIT são profundamente generalistas, definem um valor mensuravel sequer! E isso dificulta o processo de internacionalização, pois cada país quer fazer do seu jeito, isso acaba por definir normas bizarras em vários países e até a ausencia de normas relativas em outros.

A convenção OIT 148 define que os trabalhadores não podem ter pressão sonora que afete a saúde… ótimo… mas oq isso significa na prática… cada país define de um jeito como se os trabalhadores de diferentes paises suportassem mais ou menos dose!

Graças ao generalismo da OIT 127 define no artigo 3 que o trabalhador não pode carregar mais do que possa comprometer sua saude e segurança. Alias a NR 17.2.2 define exatamente a mesma coisa… o a Lei 6514 define no artigo 198 que o brasileiro pode carregar até 60 kG, adaptando o brasileiro a saca de grãos, isso q é ergonomia! Apesar do Brasil ser signatario da OIT 127 cumpre a lei 6514 e milhares de pessoas ficam invalidas por problemas biomecanicos de carregamento de peso! Se a OIT 127 definisse a equação NIOSH 91 .. estaria muito mais claro com peso de 23 kG máximo para o melhor caso!

E poderia citar dezenas de exemplos, pois estou escrevendo minha monografia sobre isso! Sou formando em eng. de seg. do trabalho!

Chega de achismo… é por isso q sou engenheiro… o papo é reto! Não tem essa de achar, não tem essa de gostar… números!! Clareza! Tem q medir, parametrizar, colega! Abraço!

COMENTÁRIO 2:  lcreisjunior@yahoo.com.br (enviado em 25/09)

Prezados companheiros de SSO, sou eng de segurança e concordo em gênero, número e grau com as observações descritas sobre a nova NR-12, principalmente no que diz respeito aos “clones” de outras NRs. O comentarista é muito oportuno quanto menciona as Convenções da OIT em sua simplicidade e eficácia. Reforço ainda com os textos das ISOs 9000 e 14000 e OHSAS 18000 que são simples e se adaptáveis a qualquer processo. Vale lembrar que as empresas são apoiadas por profissionais habilitados e qualificados que possuem responsabilidade sobre o processo, não havendo necessidade de ensinar as empresas trabalhar e sim definir as responsabilidades e requisitos profissionais a serem cumpridos.

Complementando as observações, percebo que existem uma infinidade de máquinas e equipamentos nos mais diversos setores da mercado. Uma norma como esta, não deveria abordar setores econômicos específicos a menos que houvesse grande justificativa para tal. Por que descrever segurança em padarias e motosseras se outros setores como metalurgia, petroquímica, automotiva, etc. possuem um número de máquinas, complexidade de processos, riscos de acidentes e horas de exposição ao risco amplamente superior a estes? Cada caso é um caso, e são muitos casos a serem analisados, cada qual com sua particularidade. Por isso a NR-12 deveria tratar máquinas e equipamentos de forma ampla sob pena de ter 200 páqinas e ainda assim ser deficiente.

Se é para ter segurança na padaria, Seu Manuel que contrate um técnico de segurança! rsrs   Um abraço a todos!

COMENTÁRIO 3: jaimesulzbacher@yahoo.com.br    (enviado em 23/09)

Trabalho em uma empresa metalúrgica de Equipamentos para panificação e além disso sou formado em Engenharia de Produção Mecânica com especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Concordo que todas estas alteração tem por finalidade segurança e integridade física de operadores. No entanto, entendo que em alguns casos estão sendo exigidos dispositivos ou dimensões que não condizem com a realidade ou funcionabilidade que os produtos devem apresentar. Penso que será inviável produzir determinados produtos que atendam esta NR-12, ocasionando assim, a extinção destes produtos no mercado de consmo.

Do mesmo modo, acredito que alguns pontos poderiam ser revistos.

COMENTÁRIO 4: dagu1510@yahoo.com.br  (enviado em 15/09)

Não sei se foi observado, mas o texto da nova NR trata muito de máquinas e equipamentos relacionados a indústria metalúrgica e acho que esqueceram de alguns setores industriais, como: Agrícola, Construção Civil, Saneamento Básico e Ambiental, Máquinas Rodoviárias, Mineração e etc.

Acredito que a Norma deva assergurar a saúde dos usuários, mas com uma visão global e não tão detalhista.

Ainda há o problema que quiseram copiar as demais NR’s para dentro da 12, acho que isso sirva para facilitar a fisclização dos inexperientes técnico do Ministério que não sabe nem o que é uma máquina.

Vamos ver se a fiscalização irá penalizar os importadores de máquinas, que as trazem se qualquer tipo de segurança.

NR-12
TITULO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
(112.000-0)
RESUMO Estabelece as condições a serem obedecidas nos locais
de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos.
IMPOSIÇÕES Obrigatoriedade de obediência a normas técnicas para
proteção de riscos na fabricação, importação, venda e
funcionamento e manutenção de máquinas e equipamentos
INFRAÇÕES até 5.000 UFIR
(calculadas para empresas de médio porte - 50/100 trabalhadores)

Acesse o texto da nova NR-12 no site www.nrfacil.com.br clicando na seção do Remissivo/Textos Complementares. Nesta seção estão arquivados os assuntos relacionados às NRs. O texto atual da NR-12 em vigor você acessa na Seção - Toda NR. Se vc é usuário do software NRFACIL, faça as atualizações no site; como a nova NR-12 não está em vigor, ela só será vista no Remissivo do site.

Participe! envie seus comentários para publicação.

Postado 10 months antes às 20:25.

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PLANOS DE CONTINGENCIA: UM NOVO DESAFIO PARA O SESMT

incendioclassificadosbrasilcom2classificadosbrasil.com.br

A EQUIPE SST E OS PLANOS DE CONTINGÊNCIA

Algumas das grandes falhas de empresas que faliram tiveram pouco ou nada a ver com problemas de qualidade de produtos e serviços, e tudo a ver com falhas na identificação, avaliação e tratamento de possíveis riscos.


incendioeidheu2O QUE É CONTINGÊNCIA
Define-se contingência como a possibilidade de um fato acontecer ou não. É uma situação de risco existente, mas que envolve um grau de incerteza quanto à sua efetiva ocorrência. Sucintamente, as condições necessárias para a existência de uma contingência são: possibilidade de um acontecimento futuro resultante de uma condição existente, incerteza sobre as condições operacionais envolvidas e a resolução destas condições dependerem de eventos futuros. Em SST esta situação é denominada de “incidente”, ou “quase acidente”.

Os Planos de Contigencia surgiram inicialmente visando a cobertura de uma população ou comunidade diante de um desastre (incendios, terremotos, vazamentos). São Planos geralmente elaborados por empresas públicas.

Para as empresas privadas, esses Planos visam preparar para o enfrentamento de situações de crise potenciais de grande impacto, porém menos prováveis. Essas situações requerem medidas preventivas para proteger a segurança e saúde dos funcionários, preservar recursos vitais da Empresa e minimizar a interrupção da produção.

j04326201AS NRs E OS PLANOS DE CONTINGENCIA

Algumas NRs tratam da questão da contingencia de forma ainda inespecífica.

O PPRA da NR-9 menciona o conceito de “nivel de ação”, indicando a emergencia de medidas quando situações de risco ultrapassam determinados níveis, mas não especifica uma ação contingencial que pudesse prever possíveis cenários ou especificando incidentes.

A NR-10 (Eletricidade) menciona de forma específica situações de emergencia e a necessidade de acoplar medidas ao “plano de emergencia” da empresa (NR-10.12).

Na NR-13 (Caldeiras e Vasos de Pressão) obriga-se a que no Manual de Operação haja menção a procedimentos de emergencia obrigatórios.

Na NR-15 (Insalubridade) há menção a procedimentos diante dos cenários de embolia gasosa e doença descompressiva, procedimentos que estão dentro do contexto de contingência.

A NR-19 (Explosivos) destaca a previsão de um Plano de Emergencia e Combate a Incendio e Explosão bem detalhado (item 5.2.4.1) , que deveria ser objeto de estudo por parte de todos os que militam na área, independente da atividade industrial.

A NR-22.32 (Mineração) tambem indica a necessidade de inclusão de um Plano de Emergencia bastante abrangente, pois inclui incendios, desabamentos, explosões, etc.

Na NR-29 (Portuário) determina a elaboração de um PCE – Plano de Controle de Emergencia e o PAM (Plano de Ajuda Mútua) obrigando ao emprego de ações coordenadas para o enfrentamento de situações críticas.

Finalmente, na NR-33 (Confinados), há tambem a obrigação de um Plano de Emergencia e Resgate incluindo possívels cenários de acidentes, a partir da Análise dos Riscos. É esta análise de cenários que caracteriza de fato a contingencia e temos finalmente o primeiro exemplo de NRs que incorpora o princípio da contingência.

Deve-se mencionar, ainda, o conceito de falha segura, expresso na nova NR-12 (Maq e Equip), já mencionado neste Blog, situação que remete para aquele cenário intermediário entre o incidente e o acidente, o que constitui uma faixa imprecisa de eventos para os quais estabelecem-se as bases da contingencia.

j04315801A EXPERIENCIA DAS REDES DE INFORMAÇÃO
APLICADA AO SESMT

O desenvolvimento dos Planos de Contingência (PC) na área de Tecnologia da Informação deveria constituir para o SESMT de qualquer empresa um excelente referencial para que se possam desenvolver Planos de Contingência similares, em todas as áreas onde houver riscos cuja magnitude obrigue a empregar esse recurso.  Vamos analisar abaixo alguns desses conceitos, oriundos de empresas de Tecnologia de Informação, que podem ser perfeitamente aplicados à rotina do SESMT:

acidenteincidenteepralimapt1INCIDENTES

É sabido que incidentes de segurança são devidos na sua essência à existência de pelo menos um dos dez fatores básicos de risco.
(BRF – Basic Risk Factors):

• Design (para o SESMT significa o desenho ergonômico das máquinas);
• Hardware (para o SESMT significa as condições operacionais das máquinas)

• Manutenção; • Conservação; • Condições de erro; • Procedimentos; • Treinamento;
• Comunicação; • Metas incompatíveis; • Organização

redesmundolivrecombr1REDES FORA DO AR: O “CRASH” DOS
SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Com a introdução dos sistemas on line, de Redes interligando computadores e servidores e a subsequente dependencia dos negócios a essas redes, os planos de contigencia passaram a ter destaque  no sentido de gerenciar as situações em que a rede sai do ar, seja por simples interrupção de energia, seja por ataque de virus ou hackers. São planos vitais, pois focados na garantia da gestão financeira, que incluem pagamentos de fornecedores, receitas, folhas de pagamento, investimentos, gerenciamento de ativos e reservas de contingência, e, ainda, propriedade intelectual;

Garantir a continuidade do negócio tornou-se uma preocupação atual e prioritária para os responsáveis dos sistemas de informação das organizações, já que atualmente a maioria das empresas depende de seus recursos computacionais para operar normalmente. Incidentes ou eventualidades que provoquem a parcial ou total paralização desses recursos podem ocorrer a qualquer momento e, para que o problema seja sanado no menor tempo possível (de forma que a empresa dê continuidade aos seus processos de trabalho já em andamento e, além disso, não perca novas oportunidades de negócio), é preciso adotar medidas emergenciais - ou contingenciais. O SESMT enfrenta situações análogas, visto que trata de ações diretamente relacionadas aos processos produtivos nas atividades industriais.

redundanciastatichswcombr1O CONCEITO DE REDUNDANCIA

O termo redundância descreve a capacidade de um sistema em superar a falha de um de seus componentes através do uso de recursos redundantes, ou seja, um sistema redundante possui um segundo dispositivo que está imediatamente disponível para uso quando da falha do dispositivo primário do sistema.

Essa redundância está presente, por exemplo, nos sistemas embarcados de aviação, quando impõe que aviões comerciais possuam dois computadores de bordo, dois sistemas para controle dos trens de aterrissagem, etc. Se um sistema falhar, deve ser o outro sistema tão eficiente e operacional como o primeiro, pronto para entrar em operação, testado, treinado e suficiente.

No SESMT esta situação encontra correspondência justamente em alguns dispositivos de proteção de máquinas e até mesmo de EPIs que precisam ser substituídos imediatamente, quando danificados. Ou ainda, quando ocorrem falhas em sistemas elétricos que necessitam de acionar-se um segundo dispositivo de suprimento de energia. Pode-se mencionar, tambem, a necessidade de se dispor de dispositivos de reposição na ocorrência de panes súbitos e inesperados, como, por exemplo, panes em empilhadeiras, andaimes ou dispositivos de outras máquinas ou sistemas.

j0431585PROTOCOLOS PARA
PLANOS DE CONTINGENCIA

Um plano de contingência nada mais é, conforme seu próprio nome sugere, um documento que descreve, passo a passo, quais ações a empresa) deve tomar a fim de retomar normalmente seus processos de trabalho, após a ocorrência de um incidente de segurança (ou uma contingência). Trata-se de um documento desenvolvido com o intuito de treinar, organizar, orientar, facilitar, agilizar e uniformizar as ações necessárias às respostas de controle e combate às ocorrências anormais. Sem um plano de contingência, as ações de correção e eliminação de problemas emergenciais tornam-se desorientadas, arriscadas, sem garantia de eficácia, geralmente porque são executadas contra o relógio, com medidas desesperadas, não bem raciocinadas com a devida calma, não testadas e sem planejamento prévio.

Planos de contingência devem ser:

Testados periodicamente;  Documentados por escrito;  Atualizados sempre que necessário

Formalmente aprovados pela diretoria da empresa;  Arquivados de forma e em local seguro (de fácil acesso aos responsáveis por sua aplicação)

Elaborado por profissionais especializados, de acordo com as premissas da política de segurança da empresa;

Deve-se realizar testes periódicos no Plano de Contingência, pois esta é a única forma de avaliar, antecipadamente, seu funcionamento em situações de contingência. Estes testes devem conter: cronogramas de testes, locais, aplicações a serem testadas e critérios para documentação dos testes.

j04325991MODULOS DE UM
PLANO DE CONTINGENCIA

Os planos de contingência estão subdivididos em três módulos distintos e complementares que tratam especificamente de cada momento vivido pelo SESMT:

Plano de Administração de Crise – Tem o propósito de definir passo-a-passo o funcionamento das equipes envolvidas com o acionamento da contingência antes, durante e depois da ocorrência do incidente. Além disso, tem que definir os procedimentos a serem executados pela mesma equipe no período de retorno à normalidade.

Plano de Continuidade Operacional – Tem o propósito de definir os procedimentos, reduzir o tempo de indisponibilidade dos sistemas produtivos e, conseqüentemente, os impactos potenciais à produção.

Plano de Recuperação de Desastres – Tem o propósito de definir um plano de recuperação e restauração das funcionalidades dos sistemas afetados que suportam os processos de trabalho e produção, a fim de restabelecer o ambiente e as condições originais de operação.

Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL
créditos imagens: microsoft media gallery (usuário);
identifique ao deslizar mouse na foto

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Postado 11 months, 1 week antes às 02:20.

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A NOVA NR-12 PARA CONSULTA PÚBLICA: IMPRESSÕES E CRÍTICAS

máquina computadorizada

A NOVA NR-12 - MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL

O Ministério do Trabalho tornou disponível a redação da nova NR-12 para consulta pública. Portanto, exercitando esse direito democrático, vamos a uma primeira análise de alguns conteúdos positivos e de crítica a outros.

http://www.mte.gov.br/seg_sau/leg_normas_regulamentadoras.asp

Já está disponível no site os textos digitais das
novas NRS  12 e 20
www.nrfacil.com.br

NOVOS CONCEITOS
A primeira diferença é que a nova NR-12 aborda as máquinas dentro de um contexto de projeto e de utilização das máquinas, estabelecendo “referências técnicas e princípios fundamentais”; vários regulamentos visam atender à crescente entrada nos ambientes de trabalho de novas máquinas com dispositivos sofisticados, utilizando inclusive sistemas computacionais; daí a necessidade de observância aos Manuais desses equipamentos e à operação por trabalhador qualificado ou capacitado, que deve receber treinamento obrigatório por parte da empresa, sem ônus para o trabalhador.

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO E PROTEÇÃO
Consolidando uma prática já incorporada à correta política de segurança no trabalho, a nova NR-12 enfatiza a organização do trabalho como o foco onde devam ser adotadas medidas de segurança, para em seguida serem adotadas medidas de proteção individual.

NOVAS TECNOLOGIAS EM MÁQUINAS
Observa-se que a tecnologia está sendo cada vez mais capaz de executar tarefas complexas e dessa forma a possibilidade da ocorrência de falhas humanas está sendo minimizada. Porém, a tecnologia incorpora ao mesmo tempo complexidade e invisibilidade dos defeitos e das falhas.

O CONCEITO DE FALHA SEGURAnovo metrô
Assim, a nova NR-12 utiliza o conceito de “falha segura”, que em última análise, significa que se o sistema falha, qualquer que seja ele, ele sempre deve ir para uma situação segura, que não coloca em risco usuários e o sistema. Este conceito é oriundo dos sistemas metroferroviários, no qual, para a ferrovia, o estado seguro é aquele no qual todos os trens estão parados. Se tal estado existir, o sistema pode ser projetado para entrar neste estado quando ocorrerem falhas. Conheça melhor o assunto nos links abaixo:

http://www.proz.com/kudoz/english_to_portuguese/tech_engineering/293562-fail_safe_operation.html
http://209.85.229.132/search?q=cache:6Ttta-kmhlQJ:ladc2003.pcs.usp.br/nts/1_sw/02%2520-%2520Alstom.pdf+princípio+da+falha+segura&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

GLOSSÁRIO: HABILITAÇÃO E CAPACITAÇÃO
Um dos aspectos mais positivos da nova NR-12 é um glossário, com a definição de termos técnicos que deverão auxiliar no entendimento dos diversos regulamentos e dos novos dispositivos incorporados às novas máquinas. Principalmente as definições de trabalhador qualificado (aquele que comprovar conclusão de curso específico na sua área de atuação e reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino) e o trabalhador capacitado (aquele que receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado). A capacitação só terá validade para a empresa que o capacitou e nas condições estabelecidas pelo profissional habilitado e responsável pela capacitação.

CRÍTICAS: OS MESMOS PROBLEMAS
Entretanto, verificamos alguns problemas na redação desta nova NR-12, o que já vinha ocorrendo com a edição de outras normas, ou  seja, a redundancia, o extremo detalhismo, criando inevitavelmente “clones regulamentares” oriundos de outras normas. A  nova NR-12 tem 54 páginas de arquivo PDF!. É aquela tentativa de querer prever tudo, a utopia da legislação perfeita, com detalhes infinitesimais, acabando por criar regulamentos que se superpõem ou repetem itens de outras NRs. Esse tipo de crítica já havia sido feita em Trabalho deste autor, publicado no Encontro Nacional de Auditores Fiscais, em 2006,  e publicada no site www.nrfacil.com.br (TrabalhoENAFIT2006).

OS CLONES
Na seção da NR-12 destinada a “postos de trabalho”, por exemplo, observa-se evidente superposição com a NR-17, repetindo-se de forma diferente, os mesmos dispositivos daquela norma.

Compare os regulamentos abaixo, da nova NR-12 e da NR-17:

NOVA NR-12:

12.10.2.4 As mesas e demais locais para colocação de materiais e peças que estejam sendo trabalhadas, assim como o ponto de operação das máquinas e equipamentos, devem estar na altura e posição adequadas para cada trabalhador, garantindo boas condições de postura, visualização, movimentação e operação, a fim de evitar fadiga ao operador.

NR-17

17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação.

Observe-se essa outra situação, entre a nova NR-12 e a NR-17:

NOVA NR-12:

12.10.2.13 Os locais de trabalho devem ter sistema de iluminação adequada, instalada de forma permanente de maneira a possibilitar boa visibilidade dos detalhes do trabalho em máquinas e equipamentos.

12.10.2.14 Medidas especiais devem ser adotadas para evitar zonas de sombra ou de penumbra e efeito estroboscópico.

Existe alguma diferença em relação à NR-17, abaixo?

NR-17:

17.5.3. Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação adequada, natural ou artificial, geral ou suplementar, apropriada à natureza da atividade.
17.5.3.2 A iluminação geral ou suplementar deve ser projetada e instalada de forma a evitar ofuscamento, reflexos incomodos, sombras e contrastes excessivos.

Mais alguns exemplos:

NOVA NR-12

12.10.3.4 Devem ser aplicados princípios ergonômicos no projeto de máquinas e equipamentos

NR-17

17.1.2. Para avaliar a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, cabe ao empregador realizar a análise ergonômica do trabalho…

OUTROS CLONES

Além disso, se formos estudar com profundidade os dispositivos relativos à eletricidade da nova NR-12, vamos encontrar vários regulamentos muito semelhantes aos dispositivos da NR-10 (Eletricidade).

Outros clones aparecem na nova NR-12, oriundos da NR-26 – (SINALIZAÇÃO) ,  além de outros repetindo questões sobre riscos ambientais da NR-9  (PPRA) e da NR-15 (INSALUBRIDADE)  sobre ruido, calor, vibrações, etc.

Portanto, é necessário que a comunidade SST participe do debate e possa cada um dar a sua contribuição através da leitura cuidadosa da nova NR-12 no sentido de aperfeiçoá-la.  Envie sugestões ao Blog, que repassaremos ao Ministério do Trabalho.

Aproveitando a oportunidade da publicação de uma nova NR, gostaríamos de fazer mais algumas considerações.

QUESTÕES EM ABERTO:

√ Como foi visto, as mesmas questões ergonômicas aparecem em duas NRs simultaneamente; seria possível deixar as questões ergonômicas de todas as NRs na NR-17?,
√ não seria mais coerente abrigar todas as questões de Eletricidade na NR-10?
√ ou, ainda, resolver todas as questões de CIPAS na NR-5? Por que resolve-se criar mais regulamentos do já regulamentado, em outras NRs, ou em novas NRs, mesmo que com nomes diferentes (CIPATR, CIPAMIN, SIPAT, SIPATR)?.

A CONSTITUIÇÃO E A LEGISLAÇÃO

Ou seja, reproduz-se na legislação infraconstitucional (NRs) o mesmo que aconteceu com a Constituição de 1988 - excesso de regulamentos, superposição, fragmentação, repetição e redundancia, que acabam prejudicando seus objetivos. O resultado as vezes é “letra morta”, “lei que não pega”, “NR-2 que ninguem cumpre”, “NRRs que não funcionaram”, etc.
Alem de sobrecarregar os profissionais de segurança, podem criar embaraços tambem para a própria Auditoria Fiscal na orientação para o cumprimento das normas.

As NRs estão se tornando desnecessariamente enciclopédicas, com redundancias e  excessos burocráticos, como ficou evidente.

Miremo-nos no exemplo da OIT, que, com Convenções e Recomendações simples, estão sempre atualizadas.

Participe! Estude a NOVA NR-12 e envie os clones que você encontrar.

NR-12
TITULO MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS
(112.000-0)
RESUMO Estabelece as condições a serem obedecidas nos locais
de trabalho onde se instalam máquinas e equipamentos.
IMPOSIÇÕES Obrigatoriedade de obediência a normas técnicas para
proteção de riscos na fabricação, importação, venda e
funcionamento e manutenção de máquinas e equipamentos
INFRAÇÕES até 5.000 UFIR
(calculadas para empresas de médio porte - 50/100 trabalhadores)

acesse a NR-12 no site www.nrfacil.com.br
acesse a nova NR-12 clicando na guia Remissivo/Textos Complementares


Postado 1 year antes às 00:28.

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