5 RECOMENDAÇÕES PARA QUEM TRABALHA EM PÉ

Segunda, 25 Julho 2016 15:28
Avalie este item
(2 votos)

No ano passado, um artigo britânico chamou a atenção de trabalhadores do mundo todo. A publicação sugere  que,  ao invés de ficar sentado durante toda a jornada de trabalho, o profissional deveria ficar pelo menos duas horas da rotina em pé. Segundo o artigo, esse hábito torna a pessoa mais saudável. Na verdade, ainda não há comprovação científica sobre essa afirmação, mas já se sabe que trabalhar em pé não é uma novidade para professores, policiais, recepcionistas e vendedores, por exemplo. Independente da profissão, o blog da Saúde vai mostrar o que pode acontecer com as pessoas que mantém essa conduta.

Primeiramente, qualquer pessoa que trabalha muito tempo em pé pode acabar centralizando muito sangue nas pernas, além de sobrecarregar as articulações como o quadril e o joelho. Com isso, outros órgãos acabam tendo que compensar esse esforço. A panturrilha, por exemplo, quando contrai, empurra sangue para cima.  "Se ela fica muito tempo parado, o coração vai ter que fazer mais esforço para fazer a circulação. Uma pessoa que trabalha atrás de um balcão vai se sentir cansada mais rápido do que um professor que movimenta todo o corpo mais vezes", detalha o  ortopedista e especialista em Saúde do Trabalhador,  Gabriel Pimenta, diretor do Hospital Federal do Andaraí (RJ).

Rayana Santos, 28 anos, além de atuar como gerente de vendas em uma concessionária de automóveis, trabalha como recepcionista para complementar a renda. Quando tem evento, fica em média de seis a oito horas em pé. E, muitas vezes, a jornada não acaba por aí. Rayana revelou que frequentemente faz dois eventos por dia com apenas uma hora de intervalo.  "Até no intervalo eu não consigo ficar sentada o tempo todo. Depois de um dia puxado, dor no pé e nas costas é só o que tem. Graças a Deus não tenho nenhum problema na coluna, mas não tem jeito. O pé incha de ficar tanto tempo assim. Uma problema que percebi é que comecei a ter varizes. Estouraram várias na minha perna", conta Rayana. De acordo com o ortopedista Gabriel Pimenta, o aparecimento de varizes pode estar associado à rotina de trabalho da recepcionista.

Outro exemplo, citado pelo ortopedista, é de um mecânico que trabalha em pé com um carro elevado por macacos hidráulicos. A sobrecarga é grande nas pernas e no tronco, já que os braços ficam suspensos durante toda a atividade. Além disso, os batimentos cardíacos ficam alterados, a musculatura entra em sofrimento e, como consequência, vai sentir fraqueza.  "Todas as situações você precisa avaliar com detalhe para tentar aliviar o cansaço, mas além dessas questões físicas, a fadiga também vai atrapalhar a atenção que você dá ao que você tem que fazer. Esse é o momento ideal para um acidente de trabalho e é assim que eles acontecem. Com muita frequência, no final da rotina, justamente quando o corpo não aguenta mais", explica o especialista.

Cuidados
Quem conhece a própria jornada precisa estar preparado para o que lhe espera. "Imagina aquele soldado que fica o tempo todo na guarita. Ele faz um trabalho muscular da panturrilha para poder acionar o sangue", alerta o ortopedista Gabriel. Veja agora as recomendações do especialista para evitar problemas com o excesso de sobrecarga no corpo:

1 - Faça atividade física pois o exercício é fundamental para fortalecer a musculatura e preparar você para qualquer atividade do dia, inclusive para o trabalho. Os alongamentos são importantes, mas eles funcionam como um aquecimento. A musculação e a corrida, nesses casos, vão trabalhar diretamente nas regiões que precisam estar fortes para manter o equilíbrio e a rotina.  Ajudam a mente, previnem e contribuem para o tratamento de doenças, como a obesidade, a diabetes e a hipertensão.

2 - Se movimentar frequente durante a rotina de trabalho contribui para melhorar o funcionamento do corpo e evitar a fadiga. Não se esqueça de mexer o calcanhar. É importante lembrar que o corpo foi feito para se mexer.

3 - Use roupas leves. Se você coloca uma roupa pesada, você adiciona mais peso no seu corpo. A roupa certa e um calçado confortável farão diferença. Um sapato apertado não ajudará na circulação.

4 - O uso de uma cadeira especial chamada "banco semi sentado" pode oferece um encosto para aliviar as pernas e os pés e não sobrecarregar a postura. Encoste ali alguns minutos sempre que puder para ajudar.

5 - Coma melhor já que uma alimentação equilibrada e saudável também é importante para o funcionamento do corpo humano. Beba bastante água, coma mais alimentos in natura, alimentos com fibras ( como cereais, amêndoas com casca, amendoins, favas e vagem).

Erica Leão, professora, 31 anos, relembra dias em que a rotina em pé era mais intensa. "Eu dava aula em dois turnos e foi nessa época que comecei a ter muita dor na sola do pé e na região lombar das costas", lembra. Ela diz que se vai ficar muito tempo em pé, tenta usar um tênis ou um sapato mais confortável. " Também faço um esforço para corrigir minha postura que já não é muito boa. Quando posso, eu sento: na hora de fazer chamada, por exemplo, mas é muito difícil. Eu tento sempre alternar a posição já que eu dou aula no final do dia e meu corpo naturalmente está mais cansado", destaca Erica.

Para finalizar , uma boa notícia para os profissionais que ficam muito tempo em uma postura durante o tempo de trabalho: a Norma Regulatória NR 17 (Ergonomia),  do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),  estabelece parâmetros que permite a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um  máximo de conforto, segurança  e desempenho eficiente. 

Lido 746 vezes Última modificação em Segunda, 25 Julho 2016 21:48

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Redator

(NRS 10, 12, 18, 31 E 33) ATMOSFERAS EXPLOSIVAS
NR-35: TREINAMENTO TEÓRICO E PRÁTICO
GUIA DE ANÁLISES ACIDENTE DE TRABALHO
INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE CORDAS DE SEGURANÇA
SEGURANÇA E UTILIZAÇÃO DE ABRASIVOS
O QUE VOCÊ ESPERA DA EMPRESA?
NR-20: AS 3 CLASSES DE INSTALAÇÕES
ABC DO TRABALHO EM EMBARCAÇÕES
MOTOBOY: CARTILHA PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES NO TRANSITO
GLOSSÁRIO DO INCÊNDIO
SALÁRIO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA: VEJA PORQUE É BAIXO
(NR-35) 10 ELEMENTOS BÁSICOS EM PROTEÇÃO DE QUEDAS
50 TONS DE SEGURANÇA NO TRABALHO
CONFIRA AS PRINCIPAIS DÚVIDAS E RESPOSTAS SOBRE A NR-17
SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR (SST) NAS SUBCONTRATAÇÕES: QUESTÕES ATUAIS
SEGURANÇA NA UTILIZAÇÃO DE ANDAIMES
CARTILHA PARA SEGURANÇA NO CANTEIRO DE OBRAS
O STRESS DO EPI
O QUE FAZER NO LOCAL APÓS UM ACIDENTE DE TRABALHO?
O PERIGO DO AMIANTO
LOBBY DO AMIANTO GASTA US$ 100 MILHÕES NO MUNDO
AMIANTO: PERGUNTAS E RESPOSTAS
RUÍDO AERONÁUTICO: IMPACTOS E PERSPECTIVAS ATUAIS
RUÍDO SOMADO À EXPOSIÇÃO A PRODUTOS QUÍMICOS PODE CAUSAR DANOS DEVASTADORES A AUDIÇÃO
CALOR EM AMBIENTE EXTERNO É INSALUBRE?
5 RECOMENDAÇÕES PARA QUEM TRABALHA EM PÉ
BERNARDINO RAMAZZINI - AS DOENÇAS DOS TRABALHADORES (2016)
(NR-9) NÍVEL DE AÇÃO: DEIXANDO SEU PPRA A PROVA DE BALA
OS 10 MANDAMENTOS DO SOCORRISTA
DECAPAGEM QUÍMICA
PROBLEMAS LIGADOS AO ÁLCOOL E AS DROGAS NA SEGURANÇA NO TRABALHO
PONTOS DE VERIFICAÇÃO ERGONÔMICA NA AGRICULTURA
CARTILHA LER-DORT
PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO AO BENZENO NO BRASIL
DOCUMENTOS MÍNIMOS PARA ATENDIMENTO À NR-12
A BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE: PERGUNTAS E RESPOSTAS
COMO CALCULAR ADICIONAL DE INSALUBRIDADE
PARA NÃO ESQUECER: 9 MOTIVOS PARA VOCÊ SE PREOCUPAR COM A NOVA LEI DA TERCEIRIZAÇÃO
TRABALHO AEROPORTUÁRIO E PERICULOSIDADE
CÓDIGO DE ÉTICA DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO
Monografia: O DIREITO À PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE DO TRABALHO PORTUÁRIO
INSS: DIREITO DE REGRESSO EM AÇÕES ACIDENTÁRIAS
(NR-5 CIPA) CULPA E RISCO EM ACIDENTE DE TRABALHO
ANÁLISE DE ACIDENTES: O FIM DA CAT?
ANÁLISE DOS SINAIS PRECURSORES DO ACIDENTE DA P-34
DA MEDICINA DO TRABALHO À SAÚDE DO TRABALHADOR
MÉTODO HRN (HAZARD RATING NUMBER) NA NR-12
VEJA COMO ATUALIZAR SEU SOFTWARE
15 DICAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE LINHAS DE VIDA
AFINAL, O QUE É TESTE CARGA?
AFINAL, PODE OU NÃO ILUMINÂNCIA NO PPRA?
SESMT: PERGUNTAS E RESPOSTAS (MTE - 2016)
PROTOCOLO DE SEGURANÇA NO TRABALHO NAS OBRAS DAS OLIMPÍADAS RIO 2016
E-SOCIAL: UMA NOVA ERA NAS RELAÇÕES ENTRE EMPREGADORES, EMPREGADOS E GOVERNO (POR FELIPE COSTA, TST)
MODELAGEM COMPUTACIONAL APLICADA PARA SEGURANÇA/PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS
TIPOS DE FERRAMENTAS MANUAIS
MTE: ESTRATÉGIA NACIONAL PARA REDUÇÃO DE ACIDENTES NO TRABALHO 2015-2016
GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR
UTILIZANDO UMA MATRIZ DE RISCO
GESTÃO DE RISCO NA CONSTRUÇÃO CIVIL
A GESTÃO ESTRATÉGICA DA INFORMAÇÃO DE SAÚDE DO TRABALHADOR

Assine já e participe 

dos nossos grupos 

no Whats App!

Conheça profissionais 

de todo Brasil e tire

suas dúvidas!