O QUE VOCÊ ESPERA DA EMPRESA?

Segunda, 19 Dezembro 2016 10:20
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Olá amigo prevencionista,

 

Tudo bom?

 

Gostaria de iniciar o artigo de hoje fazendo algumas perguntas:

 

Está satisfeito com a forma que a diretoria, gerência e supervisão trata a segurança do trabalho?

Está satisfeito com a maneira com que os trabalhadores encaram e respeitam suas atividades?

Está satisfeito com seus resultados?

 

NÃO? TEM CERTEZA?

Se respondeu NÃO para todas estas perguntas, gostaria de fazer mais uma:

Já ouviu falar em pirâmide de Bird, Pirâmide e Dominó de Heinrich,  Fatores de Cultura de Geller e a Curva de Bradley da Dupont?

 

TAMBÉM NÃO?

Então meu amigo toda sua INSATISFAÇÃO pode estar diretamente ligada a VOCÊ!

 

ISSO MESMO!!! GRANDE PARTE DA CULPA PODE SER SUA!

E digo que a culpa é sua não por capacidade técnica, competência, experiência e todas as QUALIDADES que tenho certeza que você tem. Mais seu sentimento de frustração é ocasionado por um desejo ou uma necessidade que talvez o outro lado não está disposto ou tenha a maturidade necessária para lhe oferecer.

 

AHÃÃ....?

Isso mesmo meu amigo grande parte de nossas angustias são causadas pelas expectativas que criamos a cerca de nossos anseios, necessidades e desejos sem há certeza que a outra parte envolvida possa contribuir e/ou participar da maneira que esperamos.

 

VAMOS DAR UM EXEMPLO....

Lembra quando você era criança que você queria que o Papai Noel trouxesse uma bicicleta e você recebia uma bola de futebol? Como você se sentia? Triste, angustiado, com raiva do Papai Noel? E se você tivesse naquela época discernimento para entender que a bicicleta custava R$ 900,00 e como seu pai ganhava, R$ 500,00 a bola de futebol era o melhor presente que ele poderia te comprar? Como você se sentiria?


 

O QUE VOCÊ ESPERA DA EMPRESA ONDE VOCÊ TRABALHA BICICLETA OU BOLA?

Não adianta esperar receber uma bicicleta todo ano, se a única coisa que a podem lhe oferecer é a bola. Quero dizer que para fazer criar expectativas sobre o que esperar da empresa onde você trabalha você precisa conhecer mais afundo o que pode esperar dela.

 

Para isso gostaria de convidá-los a deixar as normas regulamentadoras de lado e conhecermos dois artigos “Evolução e Maturidade em Segurança e Saúde no Trabalho, João Cândido de Oliveira – Belo Horizonte (Fevereiro/2014)” e “Gestão de Segurança por Meio do Emprego de Ferramenta para Identificação dos Riscos Contidos no Ambiente de Trabalho, Iane Crisley Modanese Ribeiro (UTFPR), Fernanda Aparecida Henneberg (UTFPR)  e Rodrigo Eduardo Catai (UTFPR) – Fortaleza (Outubro/2015)”.

 

Leia aqui os Artigos na Integra: Artigo 01 e Artigo 02.

 

O primeiro artigo identifica a dificultosa transição dos estágios básicos de gestão de SST (primeiro e segundo) para os estágios mais elevados (terceiro e quarto), apresentando suas principais dificuldades e um paralelo histórico.

 

Podemos observar os quadros 01 e 13 que identificam a Evolução e Maturidade de SST no Brasil e os estágios de Evolução e Maturidade, respectivamente, conforme proposto no artigo 01.

 

 

 

 

Gostaria de destacar um trecho do texto que me recordou algumas situações que tive a oportunidade de acompanhar em minha profissão:

“ (...)Os equívocos cometidos na gestão das ações de SST, nas décadas de setenta e oitenta, com a utilização indiscriminada do conceito de “Ato Inseguro”, que mais servia para nomear o trabalhador como responsável pela ocorrência da maioria dos acidentes, não podem e nem devem ser repetidos. É inegável que muitas das questões vivenciadas na gestão de SST perpassam pelo comportamento de quem está envolvido nos processos de trabalho. Sua correta abordagem, no entanto, requer delimitação incisiva de terrenos, isto é, definição clara daquilo que se situa na esfera especifica do comportamento humano, do que se localiza na esfera da engenharia (aspectos técnicos) e/ou no terreno de outras variáveis que envolvam especialmente os elementos constitutivos da organização do trabalho (...)”.

Certa vez vi um trabalhador improvisando uma escada para realizar a manutenção de um ar-condicionado porque quando instalaram o equipamento não pensaram na possibilidade de eliminar o perigo da atividade em altura.

No segundo artigo gostaria de destacar a aplicação de uma lista de verificação, denominada CSO (Check-List de Segurança Operacional), onde se verificou que é possível verificar um bom resultado na identificação dos atos e condições inseguras a partir da implantação desta ferramenta.

De acordo com os autores, observou-se a partir da análise dos resultados, um aumento expressivo nos levantamentos realizados pela empresa de relatos das condições inseguras e atos inseguros no período após a implantação da ferramenta.

 

Os autores ainda destacam que os modelos utilizados como base para a elaboração desta ferramenta como: pirâmide de Bird, Pirâmide e Dominó de Heinrich, os Fatores de Cultura de Geller e a Curva de Bradley da Dupont, contribuíram em todas as etapas de desenvolvimento deste trabalho. Além disso segundo eles acredita-se que na excelência da aplicação destas ferramentas em todos os setores da empresa, tendo em vista que os trabalhadores apresentaram uma evolução positiva no senso crítico de percepção e identificação dos riscos. Desta forma a pirâmide terá sua base reduzida e as taxas de acidente poderão chegar à zero. Para isso deverão ser tomadas medidas por parte da liderança, objetivando reconhecer as falhas operacionais, afim de, alcançar a interdependência conforme a curva de Bradley.

 


 Assista o vídeo explicativo sobre com o professor e consultor Robson Cupertino sobre Curva de Bradley:

 

Olá amigo prevencionista,

 

Tudo bom?

 

Gostaria de iniciar o artigo de hoje fazendo algumas perguntas:

 

Está satisfeito com a forma que a diretoria, gerência e supervisão trata a segurança do trabalho?

Está satisfeito com a maneira com que os trabalhadores encaram e respeitam suas atividades?

Está satisfeito com seus resultados?

 

NÃO? TEM CERTEZA?

 

Se respondeu NÃO para todas estas perguntas, gostaria de fazer mais uma:

Já ouviu falar em pirâmide de Bird, Pirâmide e Dominó de Heinrich,  Fatores de Cultura de Geller e a Curva de Bradley da Dupont?

 

TAMBÉM NÃO?

 

Então meu amigo toda sua INSATISFAÇÃO pode estar diretamente ligada a VOCÊ!

 

ISSO MESMO!!! GRANDE PARTE DA CULPA PODE SER SUA!

 

E digo que a culpa é sua não por capacidade técnica, competência, experiência e todas as QUALIDADES que tenho certeza que você tem. Mais seu sentimento de frustração é ocasionado por um desejo ou uma necessidade que talvez o outro lado não está disposto ou tenha a maturidade necessária para lhe oferecer.

 

AHÃÃ....?

 

Isso mesmo meu amigo grande parte de nossas angustias são causadas pelas expectativas que criamos a cerca de nossos anseios, necessidades e desejos sem há certeza que a outra parte envolvida possa contribuir e/ou participar da maneira que esperamos.

 

VAMOS DAR UM EXEMPLO....

 

Lembra quando você era criança que você queria que o Papai Noel trouxesse uma bicicleta e você recebia uma bola de futebol? Como você se sentia? Triste, angustiado, com raiva do Papai Noel? E se você tivesse naquela época discernimento para entender que a bicicleta custava R$ 900,00 e como seu pai ganhava, R$ 500,00 a bola de futebol era o melhor presente que ele poderia te comprar? Como você se sentiria?

 

O QUE VOCÊ ESPERA DA EMPRESA ONDE VOCÊ TRABALHA BICICLETA OU BOLA?

 

Não adianta esperar receber uma bicicleta todo ano, se a única coisa que a podem lhe oferecer é a bola. Quero dizer que para fazer criar expectativas sobre o que esperar da empresa onde você trabalha você precisa conhecer mais afundo o que pode esperar dela.

 

Para isso gostaria de convidá-los a deixar as normas regulamentadoras de lado e conhecermos dois artigos “Evolução e Maturidade em Segurança e Saúde no Trabalho, João Cândido de Oliveira – Belo Horizonte (Fevereiro/2014)” e “Gestão de Segurança por Meio do Emprego de Ferramenta para Identificação dos Riscos Contidos no Ambiente de Trabalho, Iane Crisley Modanese Ribeiro (UTFPR), Fernanda Aparecida Henneberg (UTFPR)  e Rodrigo Eduardo Catai (UTFPR) – Fortaleza (Outubro/2015)”.

 

Leia aqui os Artigos na Integra: Artigo 01 e Artigo 02.

 

O primeiro artigo identifica a dificultosa transição dos estágios básicos de gestão de SST (primeiro e segundo) para os estágios mais elevados (terceiro e quarto), apresentando suas principais dificuldades e um paralelo histórico.

 

Podemos observar os quadros 01 e 13 que identificam a Evolução e Maturidade de SST no Brasil e os estágios de Evolução e Maturidade, respectivamente, conforme proposto no artigo 01.

 

Então meus amigos será que não estamos esperando mais que a Cultura da Empresa e dos Trabalhadores tem a nos oferecer?

Será que não devemos buscar alternativas e meios para ajudar a empresa a desenvolver os estágios de Gestão de Segurança e Saúde de forma gradual e significativa?

Será que entender que nossas expectativas sempre estarão acima os do oferecido por Empresa e Trabalhadores, pode nos ajudar a ter mais paciência e resiliência para jamais jogar a toalha antes da hora?

Não tem certo ou errado, receita de bolo ou fórmula mágica, mais observo que se mantermos o foco, trabalharmos duro e não nos conformarmos com os mesmos problemas, conseguimos resultados formidáveis.

E então vamos continuar esperando a Bicicleta ou vamos buscar uma maneira de ajudar o Papai Noel a trazê-la?

 

Lido 3586 vezes Última modificação em Terça, 20 Dezembro 2016 18:46

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