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(NR-10 ELETRICIDADE) ENGENHEIRO SST COMENTA ACIDENTE COM DESCARGA DE 13 MIL VOLTS

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Neste post, reproduzimos notícia da CNI sobre um acidente de trabalho que foi parar no TST onde houve condenação da empresa. Em seguida, uma entrevista com o Eng Mecânico e de Segurança do Trabalho, Amaro Walter, Coordenador da Seção Hardware da Revista NRFACIL.

 DECISÃO DO TST

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) manteve uma decisão que condena uma cervejaria a pagar pensão mensal a um funcionário que ficou parcialmente incapacitado para o trabalho após ser vítima de uma descarga elétrica. Para a Justiça, o fato de o empregado ter conseguido retornar ao trabalho após o acidente não altera o dever da empresa de reparar os danos sofridos, uma vez que houve a redução de sua capacidade.

images (2)Descarga de 13 mil volts

O acidente aconteceu quando o mecânico de manutenção foi convocado para ajudar a consertar o painel de controle de eletricidade, cuja falha tinha deixado metade da unidade da empresa sem energia. Ao iniciar a desmontagem do equipamento, o funcionário encostou a cabeça no transformador e recebeu uma descarga de 13 mil volts, que queimou 48% de seu corpo. Além disso, o impacto lançou-o a alguns metros, causando um corte no rosto.

Funcionário pediu indenização até completar 65 anos

Para o trabalhador, contribuíram para o acidente a omissão, negligência e imprudência da empresa em não observar as condições legais de segurança, informar os riscos da atividade, nem assegurar que as instalações elétricas estivessem desligadas. Em reclamação trabalhista, ele pediu uma indenização correspondente ao salário recebido desde a data do acidente até completar 65 anos. A empresa foi condenada a pagar pensão mensal de 10% do valor do salário.

Empresa alegou que culpa foi exclusiva do trabalhador

A empresa tentou recorrer ao TST, afirmando que a culpa do acidente foi exclusiva do trabalhador. O Tribunal manteve a condenação indicando que a empresa não zelou pela segurança do empregado.

 

ENTREVISTA

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ENG MECÂNICO E DE SEGURANÇA AMARO WALTER

(Coordenador da Seção Hardware da Revista NRFACIL)

 

NRFACIL – Eng Amaro, quais os aspectos técnicos que ensejaram o acidente?

ENG AMARO – O acidente foi descrito como tendo ido, o trabalhador de manutenção mecânica, a uma área energizada, sem o devido cumprimento da Norma de Segurança para trabalhos em eletricidade (NR-10), conforme relato do próprio trabalhador.

Pela descrição do acidente, o trabalhador encosta a cabeça em um TRAFO recebe uma descarga de 13.000 volts que o joga longe. É assim mesmo que as coisas ocorrem com eletricidade. Nas baixas tensões, a corrente elétrica “agarra” a pessoa, fazendo-a ficar presa à fonte energizada, ou seja, sua musculatura se contrai fechando os dedos, por exemplo. Nas Altas Tensões dá-se o inverso. A pessoa é jogada longe. Daí o aumento do risco nos trabalhos em altura.

NRFACIL – E como a legislação estabelece regras para a situação?

nr_10_seal2ENG AMARO – A Norma estabelece regras de segurança para manutenção com equipamentos energizados e sem energia. A Norma oferece toda espécie de prevenção, inclusive quando é impossível o desligamento por estar a rede alimentando outros locais, a segregação (seccionamento) de um trecho da rede, onde se encontra o problema a ser corrigido, com by pass da energia e aterramento do trecho a corrigir. Assim é possível efetuar os devidos reparos, sem que alguém seja exposto a uma descarga elétrica.

Observe o que diz a NR-10:

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Em 10.2.8.2 diz que “as medidas de proteção coletiva compreendem, prioritariamente, a desenergização elétrica conforme estabelecido nesta NR e, na sua impossibilidade, o emprego de tensão de segurança” (por exemplo, o relatado acima).

Diz mais ainda a NR (10.8.2.1), que na impossibilidade de atender 10.2.8.2, devem ser usadas outras medidas tais como: isolação de partes vivas, obstáculos, barreiras, sinalização, sistema de seccionamento automático de alimentação, bloqueio do religamento automático.

Mesmo que o trabalhador que intervenha em instalação elétrica energizada com alta tensão, atenda ao disposto no item 10.8 da norma, que é o treinamento, e no caso teria que ser por profissional habilitado, os cuidados com a segregação, anteparos, aterramentos, etc., previstos em norma, deverão ser obedecidos.

NRFACIL – Algum outro detalhe a acrescentar?

ENG AMARO – Por ser o trabalhador de outra área (mecânica), mesmo tendo recebido capacitação por responsável habilitado e autorizado como prevê a Norma, deveria estar trabalhando sob a responsabilidade desse mesmo profissional, e de uma Supervisão dos Trabalhos, também previsto em Norma.

NRFACIL – Afirmou-se que haveria culpa do trabalhador. O que o Sr. acrescentaria a esse respeito?

ENG AMARO – A Empresa não deve simplesmente afirmar que a culpa é do trabalhador. Deveria provar através de documentação do Treinamento do Trabalhador, do Plano de Emergência exigido pela Norma para trabalhos emergenciais, pelo relatório da Supervisão explicando quais as Proteções Coletivas adotadas em atendimento à NR-10, etc.Evidentemente que, quem procedeu sem os devidos cuidados, deve pagar pelas consequências. Como se diz no Direito: “quem dorme, não pode ser socorrido pela lei”.

Amaro Walter é Engenheiro Mecânico e Engenheiro de Segurança do Trabalho
Coordenador da Seção Hardware do NRFACIL (veja outros artigos do autor na Revista NRFACIL)

Rodape

Postado 8 months, 4 weeks antes às 01:09.

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(NR-7 PCMSO) QUESTÕES CRÍTICAS EM EXAMES ADMISSIONAIS

NR-7

 www.nrfacil.com.br

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A resposta adequada a essas questões contemplaria a seleção de trabalhadores não só com saúde satisfatória mas principalmente com maior potencial de produtividade, ou, eliminaria da seleção os trabalhadores potencialmente de risco para acarretar prejuízos a si, à empresa e à sociedade (custo previdenciário).

Os exames admissionais vão suscitando questões críticas para as empresas inclusive diante de novas NRs com a inclusão de exigências mais rigorosas na seleção e treinamento de trabalhadores, destacando-se a NR-32 (Saúde), a 35 (Trabalho em Altura) e a 36 (Frigoríficos) nas quais os aspectos ergonômicos são determinantes para o desenvolvimento de doenças no trabalho. Não apenas boas condições de saúde mas o elemento chave será sempre a aptidão.

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imagesRESPONSABILIDADES

Entretanto, existem dúvidas sobre se os exames médicos pré-admissionais conseguem responder a essas perguntas. Primeiro porque vários fatores começam a interferir na efetiva validade desses exames. Há conflito de interesses envolvendo o médico, o empregador e futuros funcionários em vista dos interesses do empregador, da obrigações do médico e de suas responsabilidades com o empregador, e, mais recentemente, as dificuldades impostas por restrições legais contra a discriminação (sexo, raça ou deficiência física ou mental). Por exemplo, algumas empresas passaram a ser acusadas de não respeitar a “cota” de deficientes durante o processo admissional, atribuindo-se ao Médico do Trabalho essa responsabilidade.

images (4)ROTINAS

Um outro fator que complica essa discussão é a burocratização excessiva dos ambulatórios de saúde ocupacional das empresas que desenvolvem rotinas muito mais para cumprir os regulamentos formais da NR-7 do que um trabalho efetivo de vigilância em saúde do trabalhador, ou seja, detectar, conhecer e analisar os fatores determinantes dos agravos à saúde relacionados aos processos e ambientes de trabalho. É bom lembrar, ainda, que a OIT considera inapropriada a existência de serviços de atendimento médico clínico nos serviços de saúde ocupacional devendo os médicos referirem os trabalhadores acometidos de qualquer distúrbio para os serviços de saúde pública.

images (5)DISTÚRBIOS PSICOLÓGICOS

Uma outra questão emergente consiste na conexão cada vez maior entre o trabalho e distúrbios mentais. Isto coloca em evidência não só a atenção que se deve dar à organização do trabalho, mas principalmente considerar os casos em que indivíduos simulam doenças no trabalho ou ainda, que tentam transformar uma incapacidade temporária em uma suposta incapacidade permanente. Sob esse aspecto, o trabalhador age voluntariamente para perpetuar injustificadamente, com sucessivos atestados e queixas meramente subjetivas, o seu afastamento do trabalho. Ou ainda, inconscientemente, o afastamento simboliza um mecanismo de fuga, evitando o retorno a um trabalho stressante e até tentando induzir os médicos do SUS ou do INSS a avalizarem uma suposta incapacidade definitiva e assim conseguir uma aposentadoria precoce. Em alguns casos representam tão somente sequelas de uma cultura pautada por “bolsas” de todo o tipo bancadas pelo Governo, levando muitos cidadãos à acomodação e não quererem trabalhar e que buscam em supostas doenças a justificativa para uma “bolsa” previdenciária. Indivíduos com esse perfil podem provocar deliberadamente um acidente de trabalho.

CONFLITOS SESMT-INSS

Casos como esses criam um conflito entre a perícia do INSS e o SESMT:  por exemplo, após um período de afastamento por doença ou acidente, uma reavaliação pericial do INSS considera o trabalhador apto e encerra o benefício. Mas o trabalhador volta ao Médico do Trabalho da empresa alegando que está do mesmo jeito. O médico do trabalho, temendo que o retorno daquele trabalhador possa causar novos transtornos, considera-o inapto no ASO e o mantem afastado. Diante desse conflito, o que deve ser feito? A Justiça do Trabalho tem decidido em favor do perito do INSS. Diante desse impasse e caso não queira arcar com as consequências, principalmente se achar que o trabalhador estiver mesmo ainda doente, só restará ao médico do trabalho recomendar à empresa a demissão daquele trabalhador com base na eficácia legal da aptidão determinada pelo próprio INSS.  Com isso evitará que o trabalhador atribua ao médico do trabalho ou à empresa, a responsabilidade por qualquer transtorno em caso de retorno. Em seguida, a empresa deve recomendar ao trabalhador buscar a Justiça do Trabalho para que uma possível pendência judicial se dê entre o trabalhador (que se diz inapto) e o INSS (que afirma a sua aptidão), e não, entre o trabalhador e o médico da empresa. O médico se isentará de qualquer problema ético, visto que a “alta” do INSS, determinada também por um médico perito, tornou legalmente suscetível o trabalhador de demissão, esteja ele ou não apresentando ainda problemas de saúde. Posteriormente, caberá a um Juiz decidir quem tem razão.

Nesses casos, uma avaliação criteriosa psicológica e psicotécnica solicitada pelo Médico do Trabalho na admissão poderia prevenir a entrada de empregados com esse perfil ou impedir a sua readmissão lançando mão, quando possível, de remanejamento ou mesmo a sua demissão, caso o INSS o considere apto. Uma outra causa inconsciente para a fuga do trabalho pode ser um conflito vocacional, no qual o trabalhador procura trabalhar apenas pelo salário e não se sente motivado para aquela atividade. Esse conflito suscita hostilidade de caráter inconsciente e de efeitos imprevisíveis.

images (7)APTIDÃO E INAPTIDÃO

A inaptidão por doenças agudas é geralmente bem evidente, mas avaliar riscos potenciais de doenças e acidentes não é fácil e pode trazer sérias implicações legais e financeiras nesse processo. Viabilidade comercial, eficiência e responsabilidades legais estão por trás dos padrões de aptidão exigidos pelos empregadores e pode até ser legal, em alguns casos, fazer discriminação contra pessoas com problemas de saúde. O novo código de ética médica coloca como exceção do sigilo médico a revelação de doenças do trabalhador que possam a vir causar transtornos aos outros trabalhadores e usuários dos serviços.

Mesmo assim, com o objetivo de evitar prejuízos pelo afastamento de empregados bem como os desdobramentos jurídicos de acidentes e doenças do trabalho, as empresas estão procurando dar mais atenção a esses exames, procurando rastrear problemas que possam desenvolver rapidamente quadros crônicos e consequentemente de incapacidade.

PROPOSTAS

Uma das alternativas para fazer face a esses impasses é aumentar o leque multidisciplinar na avaliação dos trabalhadores, incluindo exame odontológico, psicológico (psicotécnico) além de alguns exames  para rastreamento de riscos específicos (EEG, provas de função hepática, renal, hormonal, etc.), dependendo do perfil clínico do trabalhador e das exigências e demandas da tarefa. Isto pode aumentar o custo da avaliação admissional, mas pode se tonar imprescindível para prevenir futuros custos adicionais. São fundamentais os dados da Anamnese (entrevista) procurando levantar indicadores pessoais e familiares de doenças prévias, tratamentos em curso e principalmente risco para doenças crônicas: índice de massa corporal (IMC), sobrepeso, hábitos alimentares, uso de drogas lícitas, etc. E mesmo com todos os exames indicados, uma análise ergonômica no ambiente de trabalho vai se tornando imprescindível como ferramenta para avaliação admissional. 

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Entretanto, raramente os resultados das avaliações médicas são objeto de análises epidemiológicas que poderiam subsidiar a formulação de programas de intervenção para a melhoria das condições de saúde e trabalho. Além disso, a investigação desnecessária ou perigosa deve ser evitada. Os raios-x de “rotina”, por exemplo, fornecem achados significativos em apenas 1% dos casos.

Apesar do futuro funcionário não ser paciente do médico e apesar das obrigações do médico serem para com o empregador (por ter obrigações contratuais), ele precisa ser totalmente imparcial em sua avaliação. Deve atuar fornecendo ao empregador a melhor orientação sobre a condição médica do futuro funcionário e sua relação com o trabalho proposto e informar ao futuro funcionário sobre as condições médicas descobertas durante a avaliação. O médico examinador tem que tomar o cuidado de não discriminar injustamente e incorretamente um candidato ao trabalho com problema de saúde irrelevante em relação às atribuições do trabalho proposto.

images (8)PCMSO AUMENTA A RESPONSABILIDADE DA EMPRESA

De forma paradoxal, a realização dos exames admissionais pode aumentar a responsabilidade dos empregadores. Veja no artigo da Revista NRFACIL como o Tribunal Superior do Trabalho em São Paulo condenou uma empresa a reintegrar um funcionário, baseado em resultados de exames admissionais que ela mesma mandara realizar por obrigação imposta no PCMSO (NR-7). Por outro lado, a não conformidade legal para a realização dos exames podem tambem incrementar a culpa da empresa em caso de pendência judicial por doença ou acidente de trabalhador.

EXAMES COMPLEMENTARES

Uma das formas de se responder às crescentes questões referentes aos exames admissionais, é através do uso racional e validado cientificamente dos exames diagnósticos. A eliminação do uso ineficaz dos exames freqüentemente solicitados, mesmo de baixo custo, é uma das metas. O médico deve saber decidir quando um exame complementar pode trazer benefícios ao ser utilizado para a detecção de doença em indivíduo aparentemente saudável. Os exames complementares são realizados quando a informação disponível da anamnese, exame físico e exames anteriores foram considerados insuficientes para responder os questionamentos médicos. Ou seja, os ASO não são procedimentos de “check-up” mas para caracterizar aptidão. A decisão de se solicitar um determinado exame é, portanto, feita na suposição de que o seu resultado irá modificar significantemente a probabilidade de que a doença está presente ou reduzir consideravelmente a incerteza da sua existência. O uso inteligente das novas informações obtidas através dos exames exige que o médico tenha noção da probabilidade de existir doença antes do exame ser feito (probabilidade pré-teste) e da capacidade do mesmo de modificar essas probabilidades.

 CONCLUSÕES

Abaixo, alguns princípios gerais relativamente a exames admissionais: (clique neste link para a fonte)

1) o principal propósito do exame de aptidão ao trabalho é o de assegurar que o indivíduo seja capaz de exercer as tarefas necessárias com eficiência e sem riscos para a segurança e saúde próprias ou de terceiros. Os médicos não podem ousar decidir por outros se os riscos são aceitáveis; os empregadores é que devem ter tal responsabilidade baseada nas informações da natureza e extensão do risco informado pelos médicos;

2) a aptidão do indivíduo deve ser interpretada em termos funcionais no contexto das exigências do trabalho. A avaliação da condição médica e capacidade funcional do indivíduo conjuntamente com a análise dos dados ocupacionais relevantes fornecem os dados para o parecer de aptidão e risco;

3) os empregadores têm o dever de assegurar, até onde for possível, a saúde, segurança e bem-estar de todos os trabalhadores;

4) existe legislação que permite o ingresso de pessoas portadoras de deficiência em regime de cotas;

5) é fundamental considerar-se as necessidades dos candidatos a emprego com deficiência ou problemas de saúde; e

6) o empregador é quem decide sobre a admissão ou não, pois é de sua responsabilidade determinar os objetivos da avaliação e desempenho e assegurar sua conformidade com a legislação. A visão moderna é a de que o exame médico pré-admissional deveria ser seletivo e projetado de acordo com o tipo de trabalho a ser realizado. 

Boa leitura!

Fontes complementares:

Portal Ergonomia
Cadernos de Saúde Pública

RodapePosts

 

 

 

 

Rodape

 

Postado 9 months, 1 week antes às 13:24.

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(NR-15 e 16) TRABALHADOR PODE RECEBER DOIS ADICIONAIS

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Fonte: Senado Federal

Postado 11 months, 3 weeks antes às 20:15.

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NOVOS ANEXOS DA NR-16: ADICIONAL DE PERICULOSIDADE EM SEGURANÇA E ELETRICIDADE

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O Ministério do Trabalho submeteu para consulta pública dois novos Anexos: o Anexo III, ampliando o conceito de periculosidade no trabalho para categorias da área de segurança privada e consequentemente determinando o adicional para esses trabalhadores. E o Anexo IV que finalmente incorpora o setor elétrico no bojo da NR-16, que antes estava ligado a um Decreto de Quadro de Atividades/Áreas de Risco. Veja na pasta da NR-16 do site NRFACIL no item Remissivo (Textos Complementares) o conteúdo para consulta pública, já digitalizados e disponíveis para atualização pelos usuários.

download (1)O ANEXO III: SEGURANÇA

A violencia no trabalho vem sendo considerada um dos riscos ocupacionais emergentes, e colocada como uma das 4 maiores causas de morte no trabalho durante os últimos 15 anos. Nos Estados Unidos, mais de 3.000 pessoas morreram devido a homicídio no trabalho e dados indicam que uma média de mais de 15.000 lesões não fatais ocorreram anualmente no mesmo período.

A atividade de segurança privada constitui uma extensão da segurança pública. Esta é dever do Estado e aquela uma faculdade do particular de proteger a pessoa física ou jurídica, sua família, seus empregados, seus bens e seus interesses, nos limites permitidos pela lei. A legislação para a segurança privada no Brasil determina a responsabilidade do Ministério da Justiça por essas atividades e a Polícia Federal como o órgão de fiscalização.

Com uma proposta de consulta pública, o Ministério do Trabalho introduz em Anexo da NR-16 o adicional de periculosidade para trabalhadores  em algumas categorias dessa área, em texto submetido para consulta pública.

A legislação geral considera atividades de segurança privada:

VIGILÂNCIA PATRIMONIAL

atividade exercida dentro dos limites dos estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio no local, ou nos eventos sociais

TRANSPORTE DE VALORES

atividade exercida dentro dos limites dos estabelecimentos, urbanos ou rurais, públicos ou privados, com a finalidade de garantir a incolumidade física das pessoas e a integridade do patrimônio no local, ou nos eventos sociais

ESCOLTA ARMADA

atividade de vigilância exercida com a finalidade de garantir a incolumidade física de pessoas, incluindo o retorno do vigilante com o respectivo armamento e demais equipamentos, com os pernoites estritamente necessários

SEGURANÇA PESSOAL

atividade de vigilância exercida com a finalidade de garantir a incolumidade física de pessoas, incluindo o retorno do vigilante com o respectivo armamento e demais equipamentos, com os pernoites estritamente necessários

CURSO DE FORMAÇÃO

atividade de formação,
especialização e reciclagem dos vigilantes

O ANEXO III

Abrindo a pasta da NR-16 (Periculosidade), veja o texto da proposta para o novo Anexo III e quais as categorias onde vai incidir a periculosidade. Observe que o Ministério do Trabalho ampliou as categorias que fazem parte da segurança (segurança em eventos, transporte coletivo, segurança ambiental e florestal e estabelecimentos prisionais).

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Veja tambem as exceções, ou seja, QUEM NÃO VAI RECEBER O ADICIONAL DE PERICULOSIDADE NA SEGURANÇA (leia a partir do item 4, alíneas a, b e c, abaixo do quadro que está acima):

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Deve-se ressalvar que é um texto para consulta pública e que portanto pode ainda ser modificado por propostas de diversas origens (sindicatos, profissionais, etc.).

Veja Post sobre este assunto publicado neste Blog (Periculosidade e Violência no Trabalho).

downloadO ANEXO IV – ELETRICIDADE

O ANEXO IV

Em relação ao setor elétrico, o Ministério atribuiu novos critérios, inclusive colocando a NR-10 uma das principais referências para essa caracterização. Tudo indica que o conteúdo do Decreto que regulava o assunto vai ser substituido pelas novas regras. Trata-se também de uma consulta pública, havendo possibilidade de mudanças no texto.

Abrindo o Remissivo da NR-16, veja o conteúdo:

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Veja que no item “b”, o Anexo faz referência ao Anexo II da NR-10 (ELETRICIDADE) como base para caracterizar a realização de atividades ou operações diretas ou indiretas realizadas em zona controlada:

Vamos verificar o significado de ZONA CONTROLADA. Abrimos a pasta da NR-10 e pesquisando o Anexo II ali estão os parâmetros (aparecem várias NRs na grade, mas veja que a guia aponta para a NR-10):

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Observe que trata-se de um cálculo que deve ser interpretado por um profissional da área (TST ou Eng de Segurança).

Veja alguns posts publicados neste Blog sobre eletricidade:

http://nrfacil.com.br/blog/?p=5570 (calculo de infrações)

http://nrfacil.com.br/blog/?p=4859 (comentários sobre a periculosidade no setor elétrico)

http://nrfacil.com.br/blog/?p=5129 (botas no setor elétrico).

Boa leitura!

TST

 

 

 

 

 

 

Rodape

Postado 11 months, 3 weeks antes às 21:45.

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(NR-16) PERICULOSIDADE E VIOLENCIA NO TRABALHO

 imagem: ohsinsider.com

A violencia no trabalho vem sendo considerada um dos riscos ocupacionais emergentes, e colocada como uma das 4 maiores causas de morte no trabalho durante os últimos 15 anos. Nos Estados Unidos, mais de 3.000 pessoas morreram devido a homicídio no trabalho e dados indicam que uma média de mais de 15.000 lesões não fatais ocorreram anualmente no mesmo período.

De fato, assédio e violência, juntamente com ansiedade e depressão vão fazendo parte do grupo denominado de “riscos emergentes” no trabalho.

Um Estudo conduzido pela Agencia Européia para a Segurança e Saúde no Trabalho concluiu que a violencia, especialmente ameaças e agressões, está crescendo nos locais de trabalho na Europa.

O risco é maior em certos setores, como na área de assistencia à saúde, principalmente os hospitais psiquiátricos, serviços sociais, hospitalização, educação, transporte, polícia e agencias de seguro; algumas atividades aumentam o risco: manuseio de dinheiro, proteção e segurança de valores, transporte de pessoas e bens, trabalho em veículos, trabalhar sozinho ou com poucas pessoas ou ainda, trabalhar a noite ou muito cedo pela manhã.

PERICULOSIDADE E VIOLÊNCIA:
MAIS UM ADICIONAL

No Brasil a legislação vai tentar resolver o problema com mais um “adicional”, continuando a mesma filosofia de monetização do risco. Sem mencionar qualquer providencia na área preventiva, a nova legislação segue a filosofia de “bolsa”. Veja o texto da nova Lei publicada no final de 2012:

Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a:

I – inflamáveis, explosivos ou energia elétrica;

II – roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial.

Ou seja, o adicional de periculosidade agora será concedido para os trabalhadores em risco de violência no trabalho.

Entretanto, não vai demorar muito e várias categorias vão pedir o “enquadramento” para receber a “bolsa-violência no trabalho”.

PLANO DE PREVENÇÃO

Enquanto isso, em outros países o problema é enfrentado com técnicas de gestão adequadas à magnitude do problema.

Nesses países, discute-se a implantação de um Programa de Prevenção da Violência no Trabalho (PPVT), estabelecendo tolerência zero para ameaças (verbais e não verbais), comunicação e investigação de todas as ameaças e incidentes e um processo contínuo de gerenciamento da violência nos locais de trabalho. Será que você conhece bem o seu colega ou empregado?. Esses Programas de Prevenção à violência no trabalho encorajam a participação de todos os níveis da empresa no programa; abordagem das vítimas de ameaça ou violencia de forma confidencial e confiável; além disso, uma firme conformidade com a lei no manejo de incidentes.

As abordagens baseadas, principalmente, na prevenção da violência são mais sustentáveis do que medidas individuais adotadas na sequência de um incidente ou mesmo por simples concessão de adicional. As medidas eficazes podem incluir a instalação de sistemas de iluminação e de vigilancia por vídeo adequados, a introdução de alterações na organização do trabalho e na descrição das tarefas de modo a evitar que os trabalhadores estejam sozinhos e a prestação de formação em gestão de situações difíceis com clientes e no reconhecimento de sinais de alerta. 

 

CUSTOS E ATIVIDADES DE RISCO

A OIT calcula os custos da violencia no trabalho entre 0,5 e 3,5% do PIB dos países, em termos de absenteísmo, licenças médicas e menor produtividade.

Profissões que antes eram consideradas “seguras”, como magistério, serviços sociais, de biblioteca e tratamento de saúde, hoje sofrem níveis crescentes de violência física. Atribui-se esse fenômeno à progressiva introdução de crescentes aumentos das pressões nos locais de trabalho na busca de maior produtividade ao menor custo possível. Nos países em desenvolvimento, mulheres, migrantes e crianças são mais vulneráveis, com o assédio e abuso sexual crescentes nos locais de trabalho. Observou-se, ainda, que nas atividades da polícia e da segurança, a violência está diminuindo, mas aumentando em outras, como motoristas, taxistas e o pessoal da área da saúde. O pessoal de telemarketing é o que mais sofre assédio e abuso verbal. Na Alemanha, 3 entre 4 mulheres relataram telefonemas de assédio sexual. Em países com zonas de processamento para exportação, como no Brasil, são caracterizadas por más condições de trabalho, incuindo abuso, assédio sexual e agressão física.

RISCOS E PROCEDIMENTOS

É igualmente importante definir procedimentos a observar em caso de incidente violento, incluindo a prestação de apoio psicológico à vítima.

Em Estudo publicado na OHS on line, foram listados indicadores de risco, tanto pessoais como ambientais:

  • Histórico de comportamento violento
  • Obsessão com armas
  • Histórico de ameças diretas ou veladas
  • Práticas de intimidação ou de instilar medo em colegas e supervisores
  • Culpar os outros pelos próprios erros
  • Mostrar rancor ou não aceitar críticas
  • Mostrar frequentes estados de depressão ou raiva
  • Mudanças nos ambientes de trabalho que possam gerar adicional nível de stress

O QUE FAZER E NÃO FAZER

COMPORTAMENTOS – Segundo um outro Estudo publicado na OHS on line, um Programa de Prevenção não deve nunca tentar diagnosticar “comportamento desviante”; o gerente apenas deve identificar o fato de que o comportamento está ocorrendo e tomar medidas apropriadas em relação ao comportamento. Muitas vezes um comportamento considerado desviante pode indicar um “pedido de ajuda” do empregado, quando está assoberbado ou não consegue dar conta das tarefas, ou envolvido em sérios problemas pessoais. Gerenciar não quer dizer se colocar no lugar de um terapeuta ou de uma assistente social. Além disso, o Gerente do Programa deve ser cuidadoso no trato de questões como disciplina, promoções, transferências e demissão. Deve tambem dar atenção e empenho na resolução de conflitos entre empregados.

Um dos sinais óbvios de comportamento desviante e de que um empregado está com sérios problemas é uma mudança brusca no comportamento, como hostilidade às ordens, faltando com frequência, achando que todo o mundo está contra ele, ficar criticando tudo e fazer ameaças. Algumas situações comuns podem levar a este comportamento, como uso de drogas, problemas financeiros, divórcio ou estar envolvido com sérios problemas na família e isto pode levar a uma avaliação errada por parte dos gerentes sobre o problema.

FATORES COMBINADOS – Nenhum programa de prevenção de violência pode garantir que ela não vai ocorrer. Incidentes isolados, como ameaça de bomba, sabotagem industrial, sequestro, livre atirador, roubo e outros atos de violencia podem ocorrer a qualquer tempo.

Portanto, um plano de resposta a crises, detalhando responsabilidades e procedimentos a serem seguidos, deve ser adequado a cada crise. Isto requer a identificação de áreas de trabalho sensíveis ou vulneráveis, como operação de computadores, fontes de energia, operações de produção, proteção de bens, plano de segurança, etc. Pergunte a você mesmo se você ou sua empresa estão preparados.

Prof. Samuel Gueiros
Med Trab Audit Fiscal Audit OHSAS 18001
Coordenador NRFACIL 

Fonte: OHS on line – Violência no Trabalho

 

Postado 1 year, 3 months antes às 02:29.

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Artigos na Revista NRFACIL

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REVISTA NRFACIL
www.nrfacil.com.br

Novos artigos inéditos na Revista NRFACIL. O primeiro, do Médico do Trabalho e Advogado Marcos Mendanha aborda as questões polêmicas de dispensa e reintegração de empregados. O segundo, de autoria do Eng de Segurança Amaro Walter, amplia a discussão sobre adicionais (insalubridade e periculosidade) iniciada no post deste blog sobre “Banalização da Insalubridade” (http://nrfacil.com.br/blog/?p=5433).

Postado 1 year, 6 months antes às 10:44.

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NRs 6, 10 e 16) RISCOS ELÉTRICOS E PROTEÇÃO PARA OS PÉS

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Existem 3 classificações gerais para botas de proteção de um ponto de vista de eletricidade e todas 3 possuem propósitos bem distintos. Em eletricidade, a segurança no trabalho começa a partir do zero, do “aterramento”.

O artigo abaixo, traduzido pelo Prof. Samuel Gueiros, do site Safety & Health, trata especificamente como selecionar a melhor bota de proteção para o trabalho com riscos elétricos.

O assunto está relacionado a 3 NRs com as quais faremos conexões rápidas em relação ao assunto: a NR-6, que trata do EPI; a NR-10 que trata de Instalações e Serviços em Eletricidade; e finalmente, a NR-16 que trata de Periculosidade. E como pesquisar o assunto entre essas NRs da forma mais rápida e eficiente possível? Utilizaremos o recurso do Remissivo nas pastas de cada NR do site NRFACIL, para essa tarefa, que veremos em seguida, após a leitura da tradução.

Questão:

O que eu devo saber sobre botas de segurança adequadas a riscos elétricos?

Por Mark Reilly, especialista em EPI
Tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab

servico-especializado-malha-aterramento4Estabelecer fundamentos para segurança no trabalho começa de fato a partir do zero, do “aterramento”.  Botas de segurança são fundamentais para uma tarefa qualificada em todas as operações. Um pequeno passo em falso ou um incidente pode resultar em níveis variados de lesões, causando perda de tempo e afetando o bem-estar dos trabalhadores. Procurar uma bota de proteção que seja não apenas confortável para os trabalhadores mas tambem exerça proteção, é a chave para começar um dia de trabalho no passo certo.

Os trabalhadores sabem que eles precisam a ferramenta certa para o trabalho certo. Esta mesma teoria se aplica às botas de proteção. Quando se olha um trabalho específico – neste caso, trabalhar perto de fontes de eletricidade – atenção especial tem de ser dedicada às botas para reduzir a possibilidade de eletrocução ou qualquer outro tipo de incidente relacionado a eletricidade no trabalho (imagem: http://www.tel.com.br)

Existem 3 classificações gerais para botas de proteção de um ponto de vista de eletricidade e todas 3 possuem propósitos bem distintos:

BOTA NÃO CONDUTIVA

A bota não condutiva é geralmente classificada como de grau EH (nota da tradução: EH significa risco elétrico ou eletricity hazardous). Botas com com essa graduação são isoladas para prevenir contato acidental com circuitos de linha viva ou equipamento elétrico. Quando essa bota vem equipada com biqueira de segurança, elas podem ser de aço ou de uma substância composta (fibra de carbono ou plástico). Uma idéia errada a respeito de segurança contra riscos elétricos é que a presença de metal na bota seria ruim. A realidade é que o metal é condutivo somente quando em contato com outro metal. Biqueira de aço, hastes de aço, etc., geralmente são encapsuladas por um material não condutor (couro, borracha ou isolamento, etc.) e assim são seguras para uso em ambientes onde hajam circuitos vivos. É importante tambem selecionar uma bota com sola de borracha que irá proteger e aterrar qualquer carga durante um incidente. Solas de borracha são geralmente de longa duração, resistentes a água e abrasão e assim protegem contra escorregamento ou quedas no local de trabalho.

BOTA ANTIESTÁTICA

Botas desta classificação são indicadas para trabalhadores em ambientes sensíveis à eletricidade estática.  Esse tipo de bota ajuda a dissipar a acumulação de eletricidade estática do corpo enquando oferece ainda um razoável nível de resistencia contra riscos elétricos de circuitos vivos.

25BOTA CONDUTIVA

Este tipo de bota ajuda a proteger o usuário em um ambiente onde a acumulação de eletricidade estática no corpo pode ser um perigo. Esses trabalhadores geralmente manuseiam materiais explosivos ou voláteis. A bota condutiva é feita com materiais e ligas que oferecem nenhuma resistência elétrica. Quando se fala nesse tipo de bota vem à mente a expressão “dissipação estática”. Essa dissipação reduz a quantidade de eletricidade estática acumulada com as ações de andar, de se movimentar, etc. A bota dissipa eletricidade estática do corpo para a terra a fim de reduzir a chance de ignição de uma faísca de eletricidade estática. É importante lembrar que essas botas não oferecem proteção de cargas vivas ou equipamento elétrico.

Como se vê, o primeiro passo para proteger você mesmo em um ambiente elétrico ou volátil começa em como saber o que você precisa se proteger do que. Daí então serão as característica de confoto e performance integradas na bota que serão consideradas (imagem: http://s-trabalho.webnode.com.br)

Algumas dicas para lembrar quando quiser adquirir botas de trabalho:

PRIMEIRO FAÇA SUA PESQUISA

Procure saber quais as caracterísricas presentes no seu ambiente de trabalho e quais as necessidades pessoais que você precisa.

COMPRE O EPI DURANTE A TARDE

Os pés tendem a inchar durante o dia, especialmente para aquelas que trabalham em pé. Tentar adquirir uma bota quando os seus pés estão na sua maior dimensão, irá proporcionar uma sensação de maior conforto, mesmo nos dias mais longos de trabalho.

VENHA PREPARADO

Venha pegar a bota com um par de meias bem alcochoadas pra poder sentir como as botas vão ficar ajustadas.

NÃO SE ESQUEÇA DE CONFORTO

Os fabricantes atualmente incorporam vários itens de conforto ao lado de melhora na performance e proteção: palmilhas ortopédicas, leveza, biqueiras de aço mais assimétricas; adicional alcolchoamento e outras características de conforto que faz você se sentir tão confortável como se estivesse sem elas.

NÃO ESQUEÇA O “DEVER DE CASA”

Cuidados após o uso mantem a longevidade da bota. Alguns produtos podem mantê-las flexíveis e resistantes à água. Armazene suas botas em um local limpo e seco, para reduzir odores e preservar o couro.

AS NRs

A primeira NR relacionada ao assunto é a 6 (EPI). Ao abrir a pasta da NR-6 no site, entramos no REMISSIVO e escolhemos o assunto que será projetado rapidamente: o Anexo I – Lista de Equipamentos de Proteção Individual:

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A Lista aparece após o clique e selecionamos o Grupo G1 relacionado a CALÇADOS, onde aparece no item b a obrigatoriedade para a proteção adequada contra agentes provenientes de energia elétrica:

nr-6
A próxima NR é a 10. O Estudo desta NR torna-se mais fácil com o REMISSIVO do NRFACIL, que projeta cada assunto da forma selecionada pelo usuário.

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Por exemplo, quando clicamos no item do Remissivo relacionado a MEDIDAS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL, encontramos o texto a seguir, que nos remete à NR-6, chamando a atenção para a necessidade da prioridade em relação às medidas de proteção coletiva:

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E, finalmente, a NR-16, que trata da periculosidade.

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De fato, a NR-16, embora fale sobre PERICULOSIDADE, não menciona o setor elétrico em nenhum dos seus itens. Para conhecer o assunto, o usuário tem que procurar o texto de um Decreto, onde está um Quadro de Atividades/Áreas de Risco. A fim de tornar a consulta a mais conveniente para o usuário, o NRFACIL colocou o texto do Decreto e desse Quadro em um item do REMISSIVO chamado Textos Complementares. Veja que está lá o Decreto No. 93.412, onde os usuários encontrarão o texto completo. Como é um Quadro extenso, procure na pasta da NR-16 (Periculosidade) este Quadro, onde estão as atividades sobre as quais incide o adicional de periculosidade.

Tradução, Contextualização e Quadros das NRs:
Prof. Samuel Gueiros, Coord NRFACIL

Postado 1 year, 8 months antes às 21:39.

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