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(NR22) MINEIROS DO BRASIL

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MINEIROS EMBARCAM PARA O TRABALHO SUBTERRÂNEO

O embarque dos mineiros lembra o embarque de astronautas da NASA. Mas aqui o buraco é mais embaixo. Esses trabalhadores adentram um território de alto risco de doenças e acidentes, muitas vezes em situação precária de segurança individual e ambiental.

O artigo abaixo foi publicado no site de “O Globo”, descrevendo a situação dos nossos mineiros. Não é somente no Chile, mas em vários países, incluindo o Brasil, a atividade mineira encerra riscos específicos e elevados.

A preocupação com o trabalho em minas começa em 1931 quando a OIT emite a Convenção No. 31, que limitava as horas de trabalho em trabalhadores de minas de carvão. No Brasil, é a NR-22 (acesse a versão digital da NR aqui)  que trata da Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração.

O site NRFACIL solicitou e foi autorizado a publicar a reportagem, através de email de Márcia Santos, Assistente de Relacionamento do site www.oglobo.com Veja os créditos abaixo e o link da reportagem- http://oglobo.globo.com/economia/mineirosdobrasil/acidentes.asp

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O TRABALHO NA MINA

São dez mil trabalhadores em minas subterrâneas no Brasil, 5.146 atuando na extração de carvão, dos quais 4.154 somente em Santa Catarina. Enfrentam um dos trabalhos mais perigosos do mundo: a extração de minerais no subsolo. Nas minas de carvão do estado, eles descem em gaiolas, elevadores que levam os mineiros até 150 metros, podendo descer a 370 metros de profundidade. Eles se aposentam com 15 anos de profissão e ganham entre R$ 1.200 e R$ 2.400. São em sua maioria jovens e filhos, netos, sobrinhos, irmãos, genros e cunhados de mineiros. A atividade centenária na região espalha-se por seis cidades unidas pelo carvão: Criciúma, Lauro Muller, Barro Branco, Siderópolis, Forquilhinha e Treviso. Desde maio de 2008, houve 12 mortes na região e dois trabalhadores ficaram inválidos.


São 11 minas de carvão em Santa Catarina. A Mina 3, da Cooperativa de Extração de Carvão Mineral dos Trabalhadores de Criciúma (Cooperminas), está a 100 metros de profundidade, no município de Forquilhinha. Já avançou 4,5 quilômetros por debaixo da terra, extraindo o mineral, em paralelo à superfície. São 700 mineiros trabalhando 24 horas.


Há normas que determinam as condições de segurança no trabalho nas minas. A mais recente, a NR 22, ainda não foi plenamente adotada no Brasil. Mas houve avanços. A poeira constante que anuviava o ambiente foi praticamente eliminada, com a umidificação da mina. Os furadores de teto que eram carregados pelos mineiros ficam agora presos ao chão. A ventilação melhor fez cair a temperatura no subsolo.

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DOENÇAS E ACIDENTES

Em 1984, uma explosão provocada por gás metano, na mina Santana, em Urussanga, Santa Catarina, matou de 31 mineiros de uma só vez, no maior acidente registrado na região


Enquanto o mundo ainda comemora o resgate dos 33 mineiros chilenos, que ficaram presos a 750 metros de profundidade, no Brasil os trabalhadores nas 11 minas de carvão em Santa Catarina choram os seus mortos a conta-gotas na região. Foram 12 mortes desde maio de 2008. A última aconteceu há apenas dois meses, e mais dois mineiros ficaram inválidos. A cada dois meses, um trabalhador perdeu a vida nas minas subterrâneas, num dos trabalhos mais perigosos do mundo, revela reportagem de Cassia Almeida e fotos de Marcia Foletto.


Os acidentes fatais tinham parado de assombrar a rotina dos 4.154 mineiros das cidades de Criciúma, Lauro Muller, Barro Branco, Siderópolis, Forquilhinha e Treviso, em Santa Catarina. Entre 2003 e 2007, um trabalhador morreu. A situação começou a piorar em maio de 2008, com a explosão de metano na mina 3G, da Carbonífera Catarinense, onde dois mineiros morreram.

Segundo Ricardo Peçanha, superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) em Santa Catarina, ligado ao Ministério de Minas e Energia, a Carbonífera Metropolitana, com 800 funcionários, concentra a maior parte dos acidentes fatais: desde maio de 2008, aconteceram lá seis das 12 mortes e um trabalhador ficou inválido. “Embora a empresa tenha os procedimentos mais específicos, maior equipe de engenheiros e técnicos e a que tem a maior quantidade de equipamentos de proteção e controles, é a que tinha o pior clima organizacional e de relacionamento”.


A história das cidades da região carbonífera de Santa Catarina se confunde com a atividade centenária, que atrai trabalhadores geração após geração e explica tanto o desenvolvimento econômico como a degradação ambiental e a insegurança no trabalho. Os salários costumam ser melhores e a aposentadoria ocorre após apenas 15 anos, o que atrai os homens da região.

Arte: Leandro Monteiro, Mariana Nobre, Mariana Castro | Infográfico: Fernando Alvarus | Reportagem: Cássia Almeida | Fotos e vídeos: Marcia Foletto |
Compilação: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab Coord NRFACIL

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ROTEIRO PARA UMA INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO – PARTE 2

Acesse a NR-22 no site www.nrfacil.com.br. Tenha todas as NRs digitais no seu computador no Aplicativo NRFACIL  (apenas 100,00). O Aplicativo inclui diversas ferramentas (composição de CIPA, SESMT) e o texto é atualizado automaticamente (a exemplo de programas antivírus).



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9 comentários

  1. maria do R souza da silva nov 6th 2010

    eu não tenho muito a falar mais quero dizer que eu admiro muito os mineiros! eles são os profissionais muito dedicados a sua profissão, assim como os estivadores.porque caso contrario eles não se arriscariam! eu bem sei quando eu gosto de algo. ainda mais quando se fala em profissão arriscada, pra falar em profissão arriscada é preciso sentir para poder falar e eu sei, embora ser técnica de enf não requer tanto risco como os mineradores e os estivadores porém, trabalhamos com com risco de se contaminar com agulha contaminada, mais eu não estou aqui para falar de mim e sim dos mineiros, eu gostaria que o nosso presidente olhasse mais pelos mineiros,estivadores,téc de enfermagem,agricultores e pelos profissionais da construção cívil!!! obrigada pela oportunidade tchauuuuuuuuuuuuuuuuuuu

  2. O MINEIRO E A ESCRAVIDÃO
    O trabalho de mineiro carbonífero no Sul de SC tem semelhanças com escravidão, talvez em alguns pontos seja até pior, pois os coitados precisam trabalhar embaixo da terra num ambiente insalubre para sobreviver sobre a mesma, sem qualidade de vida, com doenças pulmonares como a incurável pneumonoconiose. A aposentadoria aos 15 anos de serviço é o reconhecimento do estado para com esta maldita servidão, uma verdadeira injustiça social e ambiental. A atividade é comprovadamente insustentável desde a sua fase inicial quando de forma brutal agride os recursos naturais para a exploração do minério finalizando com a famigerada queima do combustível fóssil – considerado o mais poluente de todos.

  3. A REGIÃO SUL DE SC É CONSIDERADA UMA DAS 14 MAIS CRÍTICAS DO PAÍS, DE ACORDO COM O DECRETO FEDERAL 85.206/80. ALÉM DESTE CENÁRIO DE DEGRADAÇÃO AMBIENTAL, COINCIDENTEMENTE NESTA REGIÃO DA MAIOR EMISSORA DE CO² DA AMÉRICA LATINA PELA QUEIMA DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS, OCORREM DE FORMA INÉDITA A VIOLÊNCIA DAS ÁGUAS E DOS VENTOS, TANTO QUE AS MAIORES ENCHENTES DO BRASIL ACONTECERAM NA FAIXA LITORÂNEA ENTRE ARARANGUÁ, TUBARÃO E BLUMENAU, ALÉM DE SER O EPICENTRO DO FURACÃO CATARINA – O PRIMEIRO DO ATLÂNTICO SUL.

  4. Uma abençoada portaria do Governo Federal assinada recentemente pela presidente Dilma exclui as térmicas a carvão mineral do leilão de dezembro próximo (2011), um grande avanço na limpeza da matriz energética brasileira. Porém um imenso lobby formado pela ”Frente Parlamentar em defesa do carvão” está pressionando setores do governo para derrubar a portaria, com a velha desculpa que o setor deixará de gerar riquezas e emprego. Para eles o que importa é manter a fabulosa máquina de fazer dinheiro funcionar, ou seja, querem continuar privatizando o lucro e socializando a poluição, custe o que custar! Mais informações no blog ”tadeusantos.blogspot.com”

  5. tenho intersere de trabalhar com vcs aguardo contato

  6. Prezado Renato, bom dia!
    Aguardo o seu e-mail para você me colocar suas dúvidas e solicitações de forma mais clara (anagabriela@nrfacil.com.br)
    Cordialmente,
    Ana Gabriela F. Oliveira – Coordenação Geral (NRFACIL)

  7. eu considero o trabalho mineiro muito sem futuro,é uma porcaria,quem trabalha la é muito vadio,uma tropa de sem vergonha ao inves de trabalhar em um emprego justo vai trabalha numa zona.

    com carinho giovana,adoro vocês….bjos….

  8. Pereira ago 1st 2012

    Sou mineiro aqui na Bahia em uma Mina de cobre gosto da minha, profissão, e do meu trabalho mas a mesma e arriscada e as vezes não valorizada aqueles que ficam pra trás em nossas casas são os que mais sofrem, aguardando que os mesmos retornem em segurança para suas esposas e filhos.

  9. Anderson ago 16th 2012

    Olá.

    É bom quando alguém sem conteúdo fala sobre o que acha que sabe……..


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