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(NR-26 SINALIZAÇÃO) AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES

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AUDITORIA DE PISOS E CORREDORES: ABRINDO CAMINHO PARA UM PISO SEGURO

Há um novo tópico de segurança que vem crescendo de importância em diversas empresas: são os acidentes resultantes de deslizamento e queda devido a problemas de segurança no piso e corredores nos ambientes de trabalho. Trata-se de assunto que tem afetado não apenas trabalhadores mas também usuários que eventualmente possam circular nesses locais. O artigo abaixo é uma tradução da OHS on line, escrito por especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda (traduzido pelo Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL). Veja abaixo os 6 passos que Michael Fraley estabelece para um piso seguro nos ambientes de trabalho, enfatizando a questão da sinalização com placas e barreiras. No final, há um link para um post publicado na Revista NRFACIL sobre a NR-26 (SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA). (A NR-26 não aborda a questão de sinalização de pisos e corredores mas o artigo é bem interessante sobre aspectos da sinalização nos ambientes de trabalho).

images-11Um programa efetivo irá incluir 6 elementos,
desde treinamento ao tipo de calçado

Michael Fraley

O caminho para um piso seguro é geralmente obstruído por procedimentos e ideias que tendem a focar este tópico dentro de um programa genérico, em que a segurança do piso se torna apenas mais um componente. Este artigo irá focar na necessidade das empresas e profissionais olharem a questão do piso seguro como um tema separado de outros aspectos da segurança. Não apenas porque ele não é um problema. Pelo contrário, ele é um grande problema.

pisomolhadoPiso seguro é um problema tão importante que eu penso ele mereceria considerações próprias à parte de outros problemas críticos encarados pela empresa entre os seus principais problemas de segurança. De maneira nenhuma nós gostaríamos de minimizar a importância de qualquer outro problema de segurança, mas eu acredito que tratando cada problema de acordo com a sua própria magnitude a empresa será melhor servida e dará maior atenção a cada problema particular – vamos dizer, um por um. Assim, vamos falar sobre piso seguro e como acidentes provocados por escorregar e cair estão entre os acidentes mais comuns no local de trabalho – e não apenas para os trabalhadores, mas tambem para usuários.

downloadAUDITORIAS DE PISOS E CORREDORES

A primeira ferramenta a mencionar no combate deste problema de segurança é o uso de um processo pouco conhecido denominado auditoria de pisos e corredores. Embora ainda em seus primeiros passos, até agora sendo utilizada como uma ferramenta efetiva na identificação de possíveis riscos de deslizamento e queda dentro da um determinado ambiente de trabalho, esse procedimento vem tomando impulso em anos recentes.

Muitas pessoas acham que uma auditoria de pisos é simplesmente testar a resistencia ao deslizamento de um piso. Entretanto, muito mais está envolvido, porisso que é conhecida como uma auditoria, muito mais do que um teste de resistencia. Esta Auditoria é melhor realizada por um indivíduo ou companhia que tenha algum tipo de certificação ou treinamento em diretrizes para auditoria de pisos.

E em que consiste essa Auditoria?

Um auditor treinado irá fornecer um Relatório detalhado e por escrito que inclui um diagrama minucioso do ambiente de trabalho. O diagrama incluirá categorias de zonas e riscos, assim como o local de cada amostra de área que foi testada. O Relatório final incluirá um coeficiente de estática e fricção de cada amostra, e assim identificará áreas que apresentam risco de possível deslizamento e queda e permita a correção de áreas que necessitam atenção. Auditoria de Pisos é somente uma ferramenta que pode e deve ser utiizada em um programa de prevenção de deslizamento e queda.

Uma outra ferramenta é o próprio programa de segurança do piso. Este Programa terá um papel chave em caso de problema judicial envolvendo um acidente de deslizamento e queda. Qualquer advogado ira solicitar uma cópia do programa de manutenção e segurança de pisos. Assim, o que deverá ser incluído em um bem documentado programa de segurança de pisos?

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PASSOS PARA UM PISO SEGURO

1. AUDITORIA DE
PISOS NOS LOCAIS

Auditorias de piso ajudam a identificar riscos potenciais. Eles mostram um relatório por escrito da situações relacionadas ao piso em questão. Essas auditorias mostram se a empresa está empregando medidas proativas para a segurança do piso e que estes procedimentos estejam documentados.

2. TREINAMENTO

Dentro de um programa de segurança de piso, você deve ter algum tipo de treinamento para seus empregados, contendo itens como quando e onde devem ser colocadas placas de sinalização de áreas molhadas, como reagir e limpar derramamentos, a importância de registrar deslizamentos e quedas ou quase acidentes mesmo que nenhuma lesão tenha ocorrido, e um protocolo de procedimentos que todos os empregados devem seguir.

2. SINAIS E BARREIRAS

Há a necessidade de ter um suficiente número de sinais de segurança no piso para alertar empregados e usuários sobre qualquer risco óbvio de deslizamento e queda, como derramementos, piso molhado devido a umidade, e assim por diante. Isto significa que se o prédio tem 3 entradas, deve haver no mínimo quatro ou cinco sinais de piso molhado disponíveis, Isto irá permitir um alerta de piso molhado para cada entrada e duas extras para ser usada em evento de derramemento enquanto os outros sinais etiverem sendo utilizados

É muito importante que sinais de piso molhado nunca devem ser excluídos quando a situação não garanta que eles não sejam necessários. Frequentemente eu tenho entrado em uma área com um aviso de piso molhado mas que o sol está brilhando e não há nenhum piso molhado. Isto é uma prática ruim. Se um sinal de piso molhado é usado de forma regular sem nenhuma razão óbvia, então seus empregados e usuários irão vê-los como uma placa permanente, muito mais do que um dispositivo de precaução como deveria ser. Se o sinal está colocado quando nenhum risco é evidente, as pessoas poderão ignorá-lo quando alguém colocá-los, simplesmente porque eles aprenderam a ignorá-lo como um aviso verdadeiro de um possível perigo.

6. PRODUTOS DE
LIMPEZA

Uma outra ferramenta que deve ser usada na prevenção de deslizamento e quedas é o uso de limpadores para resistência ao deslizamento e desengordurantes. Estes produtos têm provado sua eficiência, não apenas mantendo e limpando os pisos, mas tambem por aumentar e manter um coeficiente positivo de fricção.

7. ENTRELAÇAMENTO

Materiais com um entrelaçamento apropriado (TAPETES) é muito importante na prevenção de deslizamento e quedas. Na maioria dos casos os tapetes que usamos nas entradas representam a primeira linha de defesa. Entretanto, existem muitos tipos e tamanhos diferentes que influenciam a eficiência na redução e líquidos e contaminantes. Isto deve ser considerado quando focamos um programa de segurança de piso.

8. BOTAS

Não é apenas qualquer sapato: estamos falando de botas resistentes ao deslizamento. De fato, se você não tem nenhum controle sobre qual o tipo de sapato que os seus usuários vão utilizar, você pode ter controle sobre o tipo de sapato que o seu empregado vai usar. Há alguns anos atrás muitos empregados reclamavam sobre botas resistentes ao deslizamento porque elas eram desconfortáveis e fora de moda, mas isto agora não é mais uma desculpa (veja o post anterior sobre EPIs estilosos). Atualmente esse tipo de botas são fornecidas em uma variedade de estilos e tamamnhos e são bem melhores em conforto e preço do que sapatos comuns.

images-10DOCUMENTAÇÃO E AVALIAÇÃO SÃO FUNDAMENTAIS

Aí estão alguns simples passos que se você usar poderá salvar sua empresa de prejuízos com problemas judiciais relacionados a acidentes além do que estará evitando sofrimento para os seus empregados e usuários.

Entretanto, assim como qualquer esforço para reduzir acidentes e aumentar uma cultura de segurança muito vai depender da vontade de sua empresa no sentido de empregar uma abordagem proativa valorizando todos os esforços para um bem documentado programa de segurança de pisos. (Obs. Documentação é um dos itens principais em qualquer Sistema de Gestão de Segurança – nota do tradutor).

Michael Fraley é presidente da Consolidate Safety Group, Inc. Ele é Auditor certificado especialista em prevenção de acidentes por deslizamento e queda; conheça seus sites: www.walkwaysafety.com ou www.floortesting.com

A Tradução: Prof. Samuel Gueiros, Med Trab, Coord NRFACIL

A SINALIZAÇÃO é assunto da NR-26 que, entretanto, não menciona a necessidade de sinalização em relação a pisos e corredores. Em artigo da Revista NRFACIL, este assunto foi ampliado com Quadros abordando a maioria dos assuntos correlatos.  Confira no link da Revista NRFACIL no final do post.  Abaixo, infográfico com a pasta da NR-26 que aborda basicamente a COR e a ROTULAGEM na segurança do trabalho

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Leia na Revista NRFACIL:

RECOMENDAÇÕES GERAIS E INSTRUÇÕES PARA SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

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UM FELIZ DIA DO TRABALHO A TODOS OS NOSSOS USUÁRIOS E LEITORES

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2 comentários

  1. Marcelo fev 9th 2014

    Minha colaboração ao site…….versos sobre a importância de cada um no ambiente de trabalho:

    IMPORTEM-SE MAIS UM COM O OUTRO!!!!!

    Pior notícia não há
    Do que um acidente relatado
    Quando é do trabalho então
    Deixa a todos desolados

    Ora, a perplexidade é patente
    Por muito temos falado
    Acidentes não aparecem de repente
    São frutos de ações indiligentes

    Inúmeros são os avisos
    Vários são os Pareceres
    Abundantes são as determinações
    Sem, no entanto, quaisquer soluções

    Culpar a quem, digam-me
    Ao laborista acidentado
    Ao telhado mal acabado
    Ou ao gestor desorientado

    Àquele que se cala
    Àquele que não se abala
    Àquele que não obriga
    Àquele……ora, deixem pra lá

    Desculpe-me o desabafo
    Falo aqui como homem, pessoa
    Falo aqui além do profissional
    Assim como fez o gestor de RH

    Falou bem dito gestor
    Falou além do profissional
    Falou como homem de família
    Pensando, também, naquela família

    Complemento sua fala….
    Devemos antes de remediar
    Antes de lamentar
    Devemos nos preparar

    Seja “terceiro ou empregado”
    O que não se quer
    O que não se pode
    É permitir evidente descaso

    Descaso com a segurança
    Descaso com as normas
    Descaso com o patrimônio da empresa
    E pior, com a vida de outrem!!

    Quem quer que seja o profissional
    Não é este ou aquele
    Não estamos aqui para apontar
    Estamos aqui para compartilhar

    Compartilhar soluções
    Compartilhar emoções
    Compartilhar conhecimentos
    E, principalmente, o apreço à vida de outrem

    Últimas palavras
    Uma última vontade
    Se importem mais
    Cuidem um do outro!!!

    Marcelo B. Moretti – 07.02.14


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